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Ambiente de negócios no Acre é avaliado por 586 empresas em estudo que reúne dados de 12 municípios
As principais dificuldades e oportunidades para empreender no Acre foram reunidas em um dos maiores levantamentos já realizados sobre o setor produtivo no estado. O estudo “Ambiente de Negócios do Acre 2026 – Diagnóstico e Percepções Empresariais” ouviu 586 empresas de 12 municípios e apresenta um retrato das condições enfrentadas pelos empreendedores, com nível de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 4%.
Produzido pelo Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre em parceria com o Sebrae/AC, o diagnóstico foi realizado entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 e busca orientar políticas públicas, investimentos e estratégias voltadas ao fortalecimento da economia acreana.
A pesquisa abrangeu empresas de Acrelândia, Assis Brasil, Brasiléia, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Mâncio Lima, Plácido de Castro, Rio Branco, Sena Madureira, Tarauacá e Xapuri, contemplando diferentes portes e segmentos econômicos.
Um dos diferenciais do levantamento é a criação do Índice de Ambiente de Negócios (IAN), indicador que mede as condições para empreender a partir de sete dimensões consideradas determinantes para a competitividade: recursos financeiros, inovação, infraestrutura, telecomunicações e energia elétrica, mercado e demanda, recursos humanos e impactos dos eventos climáticos.
O estudo mostra que o ambiente empresarial é influenciado por fatores que vão além da gestão das empresas. A qualidade da infraestrutura, o acesso ao crédito, a disponibilidade de mão de obra qualificada, a eficiência dos serviços públicos, a logística e a conectividade aparecem entre os elementos que mais afetam a capacidade de investimento, inovação e geração de empregos.
Além da etapa quantitativa, o diagnóstico reúne entrevistas com prefeitos, secretários municipais, empresários e representantes de entidades do setor produtivo. Os depoimentos convergem para desafios como a necessidade de reduzir a burocracia, ampliar os investimentos em infraestrutura logística, facilitar o acesso ao financiamento e fortalecer a qualificação profissional.
O relatório também identifica ativos considerados estratégicos para o desenvolvimento do Acre. Entre eles estão o potencial da bioeconomia, a localização na fronteira com países da América do Sul, a riqueza dos recursos naturais e as oportunidades de agregação de valor à produção regional.
Ao reunir indicadores, percepções do setor produtivo e recomendações técnicas, o estudo oferece uma base para orientar decisões de governos, investidores e empresários, com foco na melhoria da competitividade e na expansão da atividade econômica no Acre.












