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SAÚDE

Acre tem maior proporção do país de casos de hanseníase diagnosticados com incapacidade física avançada

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O Acre registrou em 2024 a maior proporção do país de novos casos de hanseníase diagnosticados já com grau 2 de incapacidade física, segundo dados do Ministério da Saúde. O índice chegou a 18,8%, empatado na liderança nacional com o Rio Grande do Sul.
O percentual acreano ficou mais de duas vezes acima da média da Região Norte, de 9,1%, e 7,3 pontos percentuais acima da média brasileira, de 11,5%.
O grau 2 corresponde ao estágio em que a doença já provocou incapacidades físicas visíveis no momento do diagnóstico. Por isso, o indicador é utilizado para avaliar a ocorrência de diagnóstico tardio.
A situação do Acre piorou significativamente em apenas um ano. Em 2023, 6,1% dos novos pacientes avaliados apresentavam grau 2. Em 2024, a proporção subiu para 18,8%, mais que triplicando. Em 2022, havia sido de 14%.
O comportamento do indicador apresenta grandes oscilações no estado. Em 2015, apenas 1,6% dos novos casos avaliados tinham grau 2 de incapacidade no diagnóstico. O percentual passou para 13,5% em 2018, 14,7% em 2021 e atingiu o maior patamar da série em 2024.
Ao mesmo tempo, o Acre ampliou a busca de casos entre pessoas que convivem com pacientes diagnosticados. Foram 61 novos casos descobertos por meio do exame de contatos em 2024, contra 51 em 2015, crescimento de 19,6%. A proporção de contatos examinados chegou a 88,4%.
Os números integram o Boletim Epidemiológico de Hanseníase 2026, elaborado a partir de informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

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