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RAIMUNDO FERREIRA

Em sua coluna desta quinta, 17, o professor Raimundo Ferreira questiona a formação de candidatos a cargos de gestão

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CHAMADOS ATÉ DE PARLAMENTAR
Esse assunto, ou melhor, essa temática, já se tornou comum e domesticada entre os brasileiros, especialmente porque exerce influência direta nos hábitos e costumes do povo por meio do sufrágio popular. São representantes que vão gerir recursos públicos e administrar os destinos de uma cidade, de um estado ou mesmo do país como um todo. Inclusive, vão elaborar leis e interferir até nos comportamentos dos cidadãos.
Infelizmente, para exercer esses cargos e funções, não se exige qualquer experiência ou formação apropriada. Na verdade, não se exige coisa alguma, a não ser que o cidadão ou cidadã esteja em dia com suas obrigações civis e devidamente registrado como eleitor.
O saudoso candidato, considerado na época como maluco, Enéas Carneiro, levantou esse questionamento em um programa de entrevista. Mas, conforme somos sabedores, essas questões, que já se encontram domesticadas como sendo algo natural, simplesmente não despertam a manifestação da opinião pública, especialmente dos formadores e difusores de opinião.
A verdade é que o exercício da forma mais elementar de pensar e buscar uma razão lógica sobre essa situação tão séria não poderia, ou melhor, não deveria ignorar que uma responsabilidade dessa monta e dessa utilidade pudesse ser exercida por pessoas despreparadas.
Não achamos normal nem natural que esses cargos públicos possam ser exercidos por alguém que se apresenta fazendo gracinhas, como um bobo da corte, fazendo palhaçadas, ou, ainda, por alguém que visivelmente apresente traços de desajuste e desequilíbrio mental e, mesmo assim, consiga concorrer, conquistar votos, ser eleito e passar a exercer um mandato para representar o povo. Poderíamos até citar alguns exemplos, mas vamos deixar por conta da imaginação fértil dos leitores.
Na verdade, como observadores, ficamos perplexos e não conseguimos entender, muito menos acreditar. Mas, infelizmente, isso já ocorreu algumas vezes, e estamos caminhando para a reprise do mesmo quadro. Ou seja,
para se administrar os destinos de um povo, nada vezes nada continua sendo exigido. E alguns candidatos, que de bobos não têm nada, vão tirando proveito dessa facilidade e, de certo modo, transformando algo tão sério e importante em uma fácil oportunidade para conseguir um emprego, ganhar bem e até ser chamados de parlamentares.

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