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Acre precisa qualificar 23 mil profissionais até 2027 para atender demanda do mercado

O Acre precisa qualificar aproximadamente 23 mil profissionais até 2027 para atender à demanda projetada por mão de obra, segundo o estudo “Capital Humano e Educação”, elaborado pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) em parceria com o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre.
O levantamento, que integra os estudos para a construção do Plano de Governança da Rota Quadrante Rondon, aponta maior necessidade de trabalhadores preparados para atividades relacionadas à logística, transporte, construção civil, indústria e serviços técnicos.
Somente logística e transporte deverão demandar 5.204 profissionais. Na construção civil, a necessidade projetada é de 3.521 trabalhadores. Juntos, os dois segmentos representam 8.725 profissionais, equivalente a cerca de 38% das 23 mil qualificações estimadas até 2027.
Outras demandas envolvem ocupações industriais e serviços técnicos, incluindo eletricistas, mecânicos e soldadores. A necessidade de preparação de mão de obra está relacionada à perspectiva de expansão das atividades econômicas com a integração do Acre ao corredor que liga o Brasil ao Peru e à Bolívia e permite acesso aos portos do Pacífico.
O estudo compara a demanda projetada com as políticas de formação já previstas no estado. O Plano Plurianual 2024-2027 contempla cerca de 25 mil capacitações, quantidade numericamente superior à necessidade estimada de 23 mil profissionais.
A diferença, porém, é de aproximadamente 2 mil capacitações, ou 8,7% acima da demanda estimada. O relatório ressalta que a quantidade, isoladamente, não garante o atendimento das necessidades, porque existe o desafio de oferecer a formação dentro do prazo, nas especialidades requeridas pelas empresas e também fora de Rio Branco.
Outra iniciativa citada é o Profissionaliza Acre, que prevê 15.615 vagas em cursos técnicos. Esse volume corresponde a cerca de 68% da necessidade de qualificação de 23 mil profissionais apontada no estudo.
Entre as medidas propostas estão a expansão da formação profissional para os 22 municípios, implantação de centros de qualificação nas cidades de fronteira e fortalecimento de parcerias com Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social da Indústria (Sesi), Instituto Federal do Acre (Ifac), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Universidade Federal do Acre (Ufac).












