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ESPORTE

Mario Sales: o “cão de guarda” das defensivas por onde passou

Publicado

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POR MANOEL FAÇANHA E FRANCISCO DANDÃO

O volante Mário Sales participa, no início da tarde desta sexta-feira (11), a partir das 13h, do quadro “Memórias de Boleiro”, apresentado no programa “Diário do Esporte” (TV Rio Branco/Rede Cultura – canal 8.1).

Antônio Muniz, Mário Sales, Manoel Façanha e Chico Pontes após a edição desta sexta-feira (18) do programa Diário do Esporte. Foto/Márcio Nunes.

Revelado nos campinhos de bairro, no segundo distrito de Rio Branco, no caso o Papoquinho e o Marreta, o volante Mário Sales de Oliveira, na segunda metade da década de 1960, já chamava atenção pelo bom futebol apresentado. O primeiro clube do atleta foi a Ponte Preta, equipe recheada de outros garotos bons de bola, muitos dos quais brilharam, quando adultos, nos principais clubes acreanos.

Em 1972, pouco antes de completar 16 anos (ele nasceu no dia 3 de dezembro de 1956), Mário Sales foi levado pelo goleiro Tidal para o juvenil do Atlético Acreano. Como já era conhecido do pessoal do Galo, não foi nem preciso fazer teste. Foi chegar e ganhar a camisa número 5, aquela que é destinada ao jogador que vai ser o cão de guarda dos zagueiros logo atrás.

No mesmo ano em foi campeão da Olimpíada do Exército, 1976, Mário foi convidado para voltar ao time do Atlético. Quem o convidou foi o técnico Walter Félix de Souza, o Té. Apesar do convite do próprio treinador, o volante praticamente não jogou. Como ele se sentia em condições de entrar no time titular, mas não seria aproveitado, não aceitou a reserva e foi embora.

Aí surgiu o Independência na sua vida. Convidado pelo técnico Aldemir Lopes, Mário se mudou de mochila e chuteiras para o Tricolor do Marinho Monte, integrando um elenco mesclado de jovens e experientes. “Entre os mais experientes tinham o Valdir Silva, o Deca e o Belo. E entre os mais jovens tinha o Pedrinho, o Neco e o Toroco”, afirmou o ex-volante.

Ficou dois anos no Independência. Quando chegou o ano de 1979, Mário se mudou para o Rio Branco, levado pelo coronel Junqueira. “Eu havia entrado na Polícia Militar um tempo antes. O coronel Junqueira era, ao mesmo tempo, sub-comandante da PM e diretor do Estrelão. Eu não podia recusar um convite de um superior. Fiquei por lá até 1984”, explicou Mário.

Até então, Mário não havia ganhado praticamente nada com o futebol. Mas aí a coisa mudou de figura. Já consagrado como um dos grandes volantes do futebol acreano, ele ganhou um saco de dinheiro para trocar o Estrelão pelo Galo, em 1985. Quem o convidou foi o diretor Máximo Damasceno. Ele botou a grana no porta-malas do carro e levou pra casa.

Independência, o último clube

O saco de dinheiro dado pelo Atlético foi suficiente para manter Mário Sales no Galo somente por uma temporada. No ano seguinte, o diretor do Independência, Adalberto Aragão, levou-o de volta ao Independência, pagando-lhe com outro saco recheado de notas novinhas. Ele jogou em 1986 e 1987 pelo Tricolor. Aí achou que já era hora de pendurar as chuteiras.

Dois anos depois, porém, Mário Sales acabou voltando para vestir a camisa do Amapá, o famoso Diabo Laranja. “O pessoal do Amapá me chamou para disputar o Copão da Amazônia. Eu estava parado. No começo, recusei o convite. Mas depois o Edson Izidório me convenceu que eu ainda poderia ser útil”, contou Mário.

Depois disso, ainda joguei uma temporada na equipe do Vasco da Gama (1990) e encerrei a carreira vestindo a camisa do Independência, precisamente no Tricolor do Marinho Monte, em 1991, a convite do técnico e ex-jogador Manoelzinho.

Com a carreira profissional encerrada, o volante Mário Sales ainda jogo na equipe de futsal master do Vasco da Gama-AC, em 1993, assim como no time de veteranos do Rio Branco. Outras duas vezes que  Mário só se envolveu com o futebol foram: em 2003 e 2005. Na primeira vez, como técnico do Atlético Acreano. E na segunda, como auxiliar técnico do também ex-volante Gilmar Sales. Considera, porém, que essas duas passagens foram suficientes para não querer mais saber disso.

Os melhores do futebol acreano da sua época? O ex-volante não hesitou em responder. Dirigente: Sebastião Alencar. Técnicos: Coca-Cola e Ticão. Seleção: Ilzomar; Paulo Roberto, Chicão, Neórico e Duda; Mário Sales, Dadão, Carioca e Carlinhos Bonamigo; Gil e Paulinho Rosas. “Com essa turma aí seria muito difícil alguém se dar bem”, finalizou o ex-craque.

Veja o link da matéria no “Diário do Esporte”: DIÁRIO DO ESPORTE EM 18/09 2026

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