ACRE
Deracre melhora Ramal do Icuriã e muda caminho de famílias em Assis Brasil

Serviços integram a Operação Verão 2026 e contam com recursos destinados quando Mailza Assis exercia o mandato de senadora
Os serviços de melhoramento executados pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) avançam no Ramal do Icuriã, em Assis Brasil. A ação integra a Operação Verão 2026 e conta com recursos destinados durante o mandato de Mailza Assis como senadora. O acesso atende comunidades indígenas, moradores da Reserva Extrativista Chico Mendes e famílias que utilizam a estrada para deslocamentos, acesso a serviços e transporte da produção.
Sebastião Santos de Jesus, conhecido como Sebastião da Mata, chegou ao Icuriã em 1994, depois de quase 30 anos trabalhando com a extração de borracha. Recomeçou a vida no local e hoje mantém cinco colônias e uma chácara. Ele lembra que, naquela época, chegar à cidade era uma tarefa feita a pé e que até a própria mudança precisou ser carregada nas costas. Em períodos de maior dificuldade, nem carroça de boi conseguia passar.
“Eu fiz minha mudança nas costas. Trazia um surrão com 50 quilos de carga nas costas, o dia todinho. Não tinha condição de ir nem daqui para a rua. Era na pernada mesmo. Hoje melhorou. Eu acho que está tudo bom. Em vista do que nós éramos, hoje está muito melhor. Teve uma época, em 1991, que nem carroça de boi passava por aqui.”
Com as equipes do Deracre atuando no Ramal do Icuriã, Sebastião acompanha de perto os serviços executados em frente à propriedade. Para ele, a diferença está nas condições encontradas no caminho, bem diferentes das que enfrentou quando chegou ao Icuriã.
Na propriedade, Sebastião acompanha o trabalho das equipes do Deracre e aponta os pontos que estão recebendo atenção, entre eles a ladeira e o trecho em frente à casa. Segundo ele, são locais que não haviam recebido esse tipo de intervenção anteriormente.
“Esse trabalho que estão fazendo aqui é diferente. Essa frente aqui, essa ladeira, a frente da casa. Os outros não faziam esse trabalho. É a primeira vez que estão fazendo esse serviço aqui na frente da minha colônia. O trabalho está ficando muito bom.”
A história de Sebastião com o Icuriã também vem de família. O pai chegou ao Acre em 1954 para trabalhar com a extração de borracha e recebeu o apelido de João da Mata, nome que passou para a família. Anos depois, Sebastião se casou e construiu sua vida no mesmo lugar.
“Meu pai chegou aqui em 1954, trabalhando com a borracha, e ganhou o nome de João da Mata. Depois eu vim para cá, casei, formei minha família e fiquei.”
Casada com Sebastião, Raimunda Rodrigues de Araújo, conhecida como Doca, também construiu a vida no Icuriã. Antes de chegar ao local, viveu por 16 anos na Baixa Verde e se mudou com os quatro filhos para que pudessem estudar.
A família vivia do roçado quando chegou. As meninas ainda não frequentavam a escola, até que uma professora foi à propriedade e ajudou a colocá-las em sala de aula. Duas das filhas de Raimunda se tornaram professoras.
“A professora chegou lá e disse que minhas meninas tinham que estudar. Aí ela arrumou os documentos, arrumou roupa, calçado e levou elas para a escola. Duas se formaram professoras.”
É nesse mesmo lugar que Raimunda e Sebastião acompanham o trabalho das equipes do Deracre. A colocação de piçarra e os serviços executados no trecho fazem parte das melhorias que o casal observa no dia a dia.
“Agradeço ao Deracre por estar melhorando o ramal. Depois que a gente conheceu o pessoal do Deracre, que está trabalhando aqui, eles passam, encostam o carro e tomam café com a gente. Essa piçarra também é trabalho do Deracre, um trabalho do governo que está melhorando o ramal.”












