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Amazônia registra aumento de pelo menos 3,2 °C nas temperaturas extremas da seca desde 1981

Uma extensa região da Amazônia, com mais de 700 mil quilômetros quadrados, apresentou elevação de pelo menos 3,2 °C nas temperaturas extremas durante a estação seca desde 1981. A descoberta foi publicada em setembro de 2026 na revista científica Communications Earth & Environment e divulgada pela Agência FAPESP.
A investigação reuniu 53 cientistas de diferentes países e identificou um ritmo de aquecimento de pelo menos 0,75 °C por década na região centro-norte da floresta amazônica.
O território estudado tem dimensão próxima à do Chile e está distante das principais frentes de desmatamento, mostrando que mesmo áreas relativamente preservadas estão submetidas a mudanças expressivas nas condições climáticas.
Os pesquisadores observaram que o aumento das temperaturas extremas e o déficit hídrico avançam mais rapidamente nessa porção da Amazônia, enquanto a região sul do bioma apresenta aceleração do aquecimento médio.
O estudo distingue dois fenômenos: o aumento das temperaturas extremas e a elevação da temperatura média. Ambos afetam o funcionamento dos ecossistemas, mas podem ocorrer em ritmos diferentes.
Os resultados contribuem para a compreensão dos processos climáticos que atingem a Amazônia, incluindo o Acre, embora os 3,2 °C identificados não correspondam a uma medição específica do território acreano.










