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Acre tem a nona menor desigualdade de renda do Brasil e ocupa a segunda posição no Norte
O Acre aparece entre os dez estados brasileiros com menor desigualdade de renda do trabalho, ocupando a nona posição nacional e a segunda colocação na Região Norte. O resultado consta do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2025.
O estado apresentou Índice de Gini de 0,457, indicador utilizado para medir a concentração de renda entre pessoas ocupadas de 14 anos ou mais. A escala varia de zero a um: quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade na distribuição dos rendimentos.
Na Região Norte, o Acre ficou atrás apenas de Rondônia, que ocupa a sétima posição nacional, com índice de 0,456. Os dois estados apresentam resultados bastante próximos, com diferença de apenas 0,001 ponto.
O desempenho acreano supera o de Tocantins, que aparece na quarta posição nacional, com índice de 0,452, segundo a tabela divulgada pelo CLP. Na classificação apresentada, entretanto, Tocantins está à frente do Acre, o que coloca o estado acreano na terceira posição regional.
No cenário brasileiro, Santa Catarina lidera o ranking, com Índice de Gini de 0,406, seguida de Mato Grosso, com 0,424, e Mato Grosso do Sul, com 0,445.
Tocantins aparece na quarta colocação, com 0,452, seguido de Espírito Santo, com 0,454, Rio Grande do Sul, também com 0,454, e Goiás, com 0,456.
Rondônia ocupa a sétima posição, empatada com Goiás no valor apresentado, enquanto o Acre aparece em nono lugar, com 0,457.
A diferença entre o indicador acreano e o de Santa Catarina, primeiro colocado nacional, é de 0,051 ponto. Em relação ao Distrito Federal, último colocado, com Índice de Gini de 0,557, a diferença chega a 0,100 ponto.
Na comparação com os demais estados nortistas, o Acre apresenta menor desigualdade de renda do trabalho que Amazonas, com 0,485, Roraima, com 0,487, Amapá, com 0,471, e Pará, com 0,509.
O Pará ocupa a 20ª posição nacional, enquanto Amazonas aparece em 15º, Roraima em 16º e Amapá em 11º lugar.
O indicador integra o pilar Sustentabilidade Social do Ranking de Competitividade dos Estados, responsável por 11,3% da pontuação geral. Esse pilar reúne 16 indicadores relacionados às condições sociais da população.
O Índice de Gini utilizado pelo levantamento considera o rendimento médio mensal real das pessoas ocupadas com 14 anos ou mais que possuem renda proveniente do trabalho. Portanto, não representa a distribuição de todas as fontes de renda da população, como aposentadorias, pensões e benefícios sociais.
A posição do Acre indica uma distribuição relativamente menos desigual dos rendimentos do trabalho em comparação com a maioria das unidades da Federação. O resultado, porém, não significa necessariamente que os trabalhadores acreanos recebam salários mais elevados, uma vez que o indicador mede a concentração da renda, e não seu valor médio.
O Ranking de Competitividade dos Estados é publicado pelo Centro de Liderança Pública desde 2011 e conta com pesquisa técnica da Tendências Consultoria. Os resultados de 2026 utilizam, nesse indicador, informações do IBGE referentes a 2025.









