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Prévia da inflação desacelera em outubro, mas índice anual volta a superar o teto da meta

A prévia da inflação oficial do Brasil perdeu força em outubro, mas voltou a ficar acima do limite estabelecido pelo sistema de metas do Banco Central. Dados divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o IPCA-15 registrou alta de 0,32% no mês, abaixo dos 0,70% observados em setembro e também inferior às projeções do mercado financeiro.
Apesar da desaceleração mensal, a inflação acumulada em 12 meses avançou para 4,62%, ultrapassando novamente o teto de tolerância da meta, fixado em 4,5%. É a primeira vez desde julho que o indicador volta a superar esse limite.
O principal responsável pela alta de outubro foi o grupo de Alimentação e Bebidas, que subiu 0,88%. Os alimentos consumidos em casa tiveram aumento de 1,01%, impulsionados por produtos como tomate, cebola, batata e arroz, que registraram elevação nos preços. As refeições feitas fora do domicílio também ficaram mais caras no período.
Por outro lado, alguns itens ajudaram a conter a inflação. A queda de 0,89% nas tarifas de energia elétrica, favorecida pelo retorno da bandeira tarifária verde, e o recuo de 9,24% nas passagens aéreas aliviaram parte da pressão sobre o índice. Ainda assim, os combustíveis seguiram em alta durante o mês.
Segundo as regras atuais do regime de metas, um rompimento pontual do teto não obriga o Banco Central a apresentar justificativas. Isso só ocorre caso a inflação permaneça acima do intervalo permitido por seis meses consecutivos. Mesmo assim, a autoridade monetária já estima elevada probabilidade de que a inflação encerre o ano acima da meta estabelecida.
O resultado do IPCA-15 é acompanhado de perto por economistas e investidores, já que serve como uma prévia do IPCA, índice oficial da inflação brasileira, e influencia as expectativas para os próximos passos da política monetária e da taxa básica de juros (Selic).












