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Energia elétrica chega a 88,2% dos domicílios rurais do Acre após avanço de 55,4 pontos percentuais

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O acesso à energia elétrica na zona rural do Acre passou de 32,8% dos domicílios em 2000 para 88,2% em 2025, um crescimento de 55,4 pontos percentuais em 25 anos. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reunidos em levantamento divulgado pelo perfil Geografia Dinâmica, com base no Censo Demográfico de 2000 e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2025.
A expansão representa um crescimento relativo de 168,9% na proporção de residências rurais atendidas. Em 2000, aproximadamente uma em cada três moradias do campo tinha acesso à eletricidade. Em 2025, essa proporção chegou a quase nove em cada dez.
O avanço também aparece na redução do percentual de domicílios rurais sem energia elétrica. Em 2000, 67,2% das residências não contavam com o serviço. Em 2025, essa parcela havia diminuído para 11,8%, uma redução proporcional de 82,4%.
Na Região Norte, o Acre apresenta o menor percentual de domicílios rurais com acesso à eletricidade em 2025. Rondônia registra 99,8%, Amazonas 99,3%, Roraima 99,9%, Pará 98,8%, Amapá 99,4% e Tocantins 99,9%.
A diferença entre o Acre e Rondônia, por exemplo, chega a 11,6 pontos percentuais. Em relação ao Amazonas, é de 11,1 pontos percentuais.
A comparação histórica mostra que o Acre estava entre os estados com menor cobertura elétrica rural no início do século. Em 2000, o indicador acreano era de 32,8%, enquanto Rondônia registrava 37%, Amazonas 40,3%, Roraima 60,2%, Pará 51,8% e Tocantins 65%.
Apesar da ampliação expressiva do atendimento, os dados indicam que o estado ainda enfrenta dificuldades para universalizar o acesso à eletricidade nas comunidades rurais.
Entre os fatores que influenciam a expansão da rede na Amazônia estão as grandes distâncias entre comunidades, a dispersão das moradias, as dificuldades de transporte e a existência de localidades cujo acesso depende de rios e ramais.
A eletrificação rural está relacionada à ampliação das condições de produção agrícola, conservação de alimentos, funcionamento de equipamentos, acesso à comunicação e melhoria dos serviços básicos nas comunidades.
No Brasil, a expansão da eletrificação rural ocorreu ao longo das últimas décadas por meio de investimentos públicos e privados, incluindo programas federais como o Luz para Todos, criado em 2003.
Os resultados apresentados pelo Geografia Dinâmica mostram que a cobertura elétrica rural se aproxima da universalização na maior parte dos estados brasileiros, com percentuais superiores a 99% em diversas unidades da Federação.
Os indicadores de 2000 e 2025 foram obtidos de pesquisas distintas do IBGE. O primeiro corresponde ao Censo Demográfico, enquanto o segundo é uma estimativa da PNAD Contínua Anual.
A comparação revela a dimensão da expansão do acesso à eletricidade no Acre ao longo de 25 anos, mas também mostra que 11,8% dos domicílios rurais ainda não estavam cobertos pelo indicador em 2025.

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