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POLÍCIA

Enfermeiro é morto por manifestantes durante combate ao ebola no Congo

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Um enfermeiro veterano que atuava no combate ao surto de ebola foi morto por manifestantes na cidade de Bafwasende, na província de Tshopo, no leste da República Democrática do Congo. O ataque ocorreu enquanto profissionais de saúde realizavam ações de conscientização e atendimento à população afetada pela doença. Reuters

Segundo autoridades locais e organismos internacionais, um grupo de pessoas armadas com facões e bastões atacou dois trabalhadores da saúde após acusá-los, sem qualquer comprovação, de espalhar o vírus na comunidade. O enfermeiro morreu no local, enquanto outro profissional ficou gravemente ferido e foi encaminhado para atendimento médico. Reuters

Após o crime, equipes médicas passaram a permanecer sob proteção policial no hospital da cidade, temendo novos ataques. O Exército congolês também reforçou a segurança na região para evitar novos episódios de violência. Reuters

A Organização Mundial da Saúde (OMS) condenou o assassinato e destacou que ataques contra profissionais de saúde comprometem diretamente os esforços para controlar o surto. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, defendeu maior proteção às equipes que atuam na linha de frente e alertou que a desinformação tem alimentado a violência contra trabalhadores da saúde. UOL Notícias

A República Democrática do Congo enfrenta o maior surto de ebola de sua história recente. Desde maio, a doença já provocou milhares de casos confirmados e milhares de mortes, com uma taxa de letalidade elevada. Autoridades sanitárias afirmam que a resistência de parte da população, impulsionada por informações falsas e desconfiança em relação às equipes médicas, tem dificultado o controle da epidemia. Reuters

Especialistas alertam que a proteção dos profissionais de saúde é fundamental para conter a disseminação do vírus. Enquanto as investigações sobre o assassinato prosseguem, organizações internacionais reforçam o apelo para que comunidades colaborem com as medidas de prevenção e tratamento, evitando que novos episódios de violência agravem ainda mais a crise sanitária no país. AP News

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