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Acre registra 4,8 mortes por mil habitantes e tem uma das menores taxas de mortalidade do Brasil

O Acre registrou uma taxa de mortalidade geral de 4,8 óbitos por mil habitantes em 2023, ficando abaixo da média nacional de 6,9 e entre os estados com os menores indicadores do país. Os números são do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), apresentados em levantamento divulgado pelo perfil Geografia Online, que compara os índices das 27 unidades da Federação.
A taxa acreana ficou 30,4% abaixo da média brasileira, uma diferença de 2,1 mortes por mil habitantes. Isso significa que, proporcionalmente à população, o Acre apresentou aproximadamente 30 mortes a menos para cada 10 mil moradores em comparação com o índice nacional.
Na Região Norte, o Acre dividiu com o Amazonas a segunda menor taxa de mortalidade, ambos com 4,8 óbitos por mil habitantes. Roraima apresentou o menor índice regional, de 4,7, enquanto o Amapá registrou 4,9 e o Pará, 5,1. Rondônia e Tocantins tiveram taxas de 5,7.

As maiores taxas foram observadas no Rio de Janeiro, com 8,4 óbitos por mil habitantes, e no Rio Grande do Sul, com 8,3. Minas Gerais registrou 7,4, São Paulo 7,3, Pernambuco 7,2 e Paraná 7,1.
A diferença entre o Acre e o Rio de Janeiro, estado com a maior taxa, chegou a 3,6 mortes por mil habitantes. Em termos relativos, o indicador fluminense foi 75% superior ao acreano.
O levantamento também revela um contraste regional. Enquanto os sete estados do Norte apresentaram taxas entre 4,7 e 5,7 mortes por mil habitantes, os estados do Sul registraram indicadores entre 6,1, em Santa Catarina, e 8,3, no Rio Grande do Sul.
Essa diferença, entretanto, não significa necessariamente que os estados com menores taxas tenham melhores condições de saúde ou sistemas assistenciais mais eficientes. A mortalidade geral é influenciada pela composição etária da população, especialmente pela proporção de idosos, que apresentam maior risco de morte.
Estados com populações mais envelhecidas tendem a registrar maior número de óbitos em relação ao total de habitantes. Já unidades federativas com população proporcionalmente mais jovem, como ocorre em parte da Região Norte, podem apresentar taxas brutas inferiores mesmo diante de dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
Por esse motivo, especialistas em demografia e saúde pública utilizam também indicadores padronizados por idade, expectativa de vida, mortalidade infantil e mortalidade por causas específicas para avaliar as condições sanitárias e comparar diferentes regiões.
A taxa apresentada no levantamento considera o número total de mortes por mil habitantes, independentemente da causa. Não se trata, portanto, de um indicador exclusivo de mortes por doenças, acidentes ou violência.
Os dados utilizados pelo Geografia Online têm como referência o ano de 2023 e foram extraídos do Datasus, sistema de informações do Ministério da Saúde.











