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Jovens concentram 92% das novas vagas de emprego no Acre

Jovens de 18 a 24 anos responderam por 216 das 235 vagas formais geradas no Acre em setembro de 2026, o equivalente a 91,9% do saldo estadual. Os dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 4 de novembro, mostram que as demais faixas etárias, somadas, registraram saldo de apenas 19 postos.
O resultado representa a diferença entre admissões e desligamentos em cada grupo. Portanto, não significa que 92% de todas as contratações tenham sido de jovens, mas que essa faixa concentrou quase todo o crescimento líquido do emprego no mês.
As mulheres também tiveram maior participação na abertura de postos. O saldo feminino chegou a 149 vagas, correspondendo a 63,4% do resultado estadual. Entre os homens, foram 86 empregos líquidos.
No recorte por escolaridade, pessoas com ensino médio completo registraram saldo de 312 vínculos, acima do total gerado pelo estado. Os demais níveis de instrução, considerados em conjunto, tiveram perda líquida de 77 postos.
Esses recortes não devem ser somados, pois uma mesma pessoa pode integrar simultaneamente os grupos de idade, gênero e escolaridade.
Entre as atividades econômicas, serviços liderou com 347 vagas. Comércio acrescentou 50 postos e indústria, três. Os três setores abriram, juntos, 400 empregos líquidos.
Parte desse avanço foi anulada pelas perdas na construção, que eliminou 96 postos, e na agropecuária, com redução de 69. Somadas, as duas atividades fecharam 165 vagas.
Na distribuição municipal, Rio Branco apresentou o maior saldo, com 264 empregos. Cruzeiro do Sul veio em seguida, com 51, acompanhado por Bujari, com 19, e Epitaciolândia, com 17.
Como a capital registrou resultado superior ao saldo estadual, os outros 21 municípios tiveram, em conjunto, perda de 29 postos. Isso não significa que todos tenham apresentado retração, mas que as perdas superaram as aberturas quando somados os resultados dessas cidades.
O Novo Caged acompanha as movimentações do emprego com carteira assinada e não inclui ocupações informais nem trabalhadores por conta própria.










