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Seca avança em áreas indígenas do Acre
Áreas indígenas atendidas pelos distritos sanitários Alto Rio Juruá e Alto Rio Purus, no Acre, registraram avanço para a categoria de seca moderada em outubro. A informação consta do relatório do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), publicado nesta quinta-feira, 5.
O levantamento identificou polos-base que passaram de condições normais ou de seca fraca para seca moderada. O texto do relatório não detalha quantos polos acreanos apresentaram essa mudança nem a população atendida nesses locais. A classificação também não se aplica necessariamente à totalidade dos dois distritos.
No Brasil, o número de polos-base indígenas com alguma condição de seca aumentou de 170 em setembro para 199 em outubro, entre 275 monitorados. A proporção passou de 61,8% para 72,4%, crescimento de 10,6 pontos percentuais.
Os polos classificados em seca moderada passaram de 57 para 73. Ao todo, 36 tiveram agravamento para essa categoria ou níveis mais intensos. Além do Acre, a seca moderada avançou para novas áreas principalmente no Pará e no Maranhão.
O resultado nas áreas indígenas ocorreu enquanto parte dos indicadores municipais apresentou melhora. Na escala de três meses do Índice Integrado de Seca, os municípios brasileiros em seca severa ou extrema diminuíram de 276 para 222, redução de 19,6%.
Ao considerar apenas as condições de outubro, porém, o cenário foi de agravamento: o número de municípios nessas duas categorias aumentou de 84 para 132, alta de aproximadamente 57%. Os indicadores analisam períodos diferentes, permitindo que uma melhora no acumulado de três meses ocorra simultaneamente à piora no mês mais recente.
Em Rondônia, estado vizinho ao Acre, 20 municípios passaram para seca severa no indicador mensal. Segundo o Cemaden, trata-se de uma seca de instalação rápida, ainda não refletida na análise de três meses.
O monitoramento também identificou possíveis impactos sobre a produção rural. Em outubro, 259 municípios brasileiros apresentaram pelo menos 40% das áreas agropecuárias potencialmente afetadas pela seca. Em setembro, eram 317.
Desse total, 157 municípios estavam na categoria de impacto extremo, com mais de 80% da área agropecuária potencialmente atingida. A classificação indica exposição à seca, sem representar uma medição de perdas efetivas de produção.
Nos assentamentos rurais, 3.570 dos 7.289 acompanhados no país apresentaram alguma condição de seca, o equivalente a 49%. Entre as unidades de conservação monitoradas, foram 162 de um total de 327, ou 49,5%.
Os dados municipais utilizados no monitoramento podem ser consultados e baixados na Plataforma Alerta-Secas, mantida pelo Cemaden.










