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CULTURA & ENTRETENIMENTO

Alessandro Borges levou cordel à celebração dos 89 anos da Academia Acreana de Letras

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O escritor Alessandro Borges participou da programação dos 89 anos da Academia Acreana de Letras (AAL) com a reapresentação de Meu Acre em Versos de Cordel, no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco. Sua obra integrou uma agenda de cinco lançamentos literários da primeira Expofeira Cultural e Científica da instituição, no Auditório Florentina Esteves.

Para o autor, o convite representou mais do que uma oportunidade de divulgar o livro. Alessandro descreveu com entusiasmo a experiência de compartilhar o espaço com outros escritores e intelectuais acreanos, levando consigo a identidade de poeta da periferia.

“Tu já imaginou um poeta da periferia no meio de tanta gente grande?”, comentou ao falar sobre a participação.

A frase resumiu o significado que o encontro teve para ele. Entre a alegria pelo convite e a admiração pelos demais participantes, o escritor apresentou sua produção em uma programação que reuniu diferentes trajetórias e expressões da literatura local.

“Eu fui convidado para lançar novamente meu livro, intitulado Meu Acre em Versos de Cordel”, relatou.

Com o Acre como referência já no título, a publicação associou a produção do escritor à tradição do cordel, linguagem marcada pela rima, pelo ritmo e pela proximidade com a palavra falada. O material de divulgação destacou o nome de Alessandro Borges e a capa da obra, que também trouxe a identificação de Rio Branco.

A tarde de lançamentos reuniu ainda Teatro do oprimido e as pedagogias das florestas, de Flavio da Conceição, da Ufac; Sublime encontro de poesias vívidas, de Rosangela Fonsêca, da SLA; Sou todas elas, de Selene Iris Balbuena Fartolino da Silva, do Clube do Livro Amaro; e Caderno rosa: 360 noites entre sonhos e insônias, de Antonia Tavares, da AJEB.

A participação de Alessandro aproximou sua poesia de um encontro que contemplou livros, música, audiovisual e debate literário. Ao recordar a experiência, o autor destacou o reconhecimento de sua escrita e a oportunidade de estar entre pessoas que admirava.

A programação divulgada pela Academia também incluiu apresentação musical de Priscila Flor, a ficção/animação A lenda da cobra grande, com arte, produção e direção de Enilson Amorim, e a conferência Literatura para crianças não carece de adjetivos, com Henrique Silvestre Soares, da Ufac, e mediação de Rosangela Maria Farias Fonsêca, da SLA.

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