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Acre registra alta de 3,5% e tem 3º melhor desempenho do país no setor de serviços

Com crescimento de 3,5% no volume de serviços entre março e abril de 2026, o Acre alcançou o terceiro melhor resultado do Brasil na comparação mensal com ajuste sazonal, ficando atrás apenas de Alagoas (+23,3%) e Espírito Santo (+5,2%). O desempenho colocou o estado à frente de economias de maior porte, como Paraná (+3,0%) e São Paulo (+1,4%), segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do avanço expressivo, o Acre representa apenas 0,08% de todo o volume de serviços do país.
O setor de serviços brasileiro apresentou recuperação em abril de 2026, ao registrar crescimento de 1,2% frente ao mês anterior, revertendo a retração de 1,1% observada em março. Com o resultado, a atividade passou a operar 19,9% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e ficou apenas 0,3% abaixo do maior patamar da série histórica, alcançado em outubro de 2025.
No Acre, o resultado positivo chama atenção pela intensidade do avanço. Em um cenário em que apenas 14 das 27 unidades da federação apresentaram crescimento na passagem de março para abril, o estado acreano destacou-se entre os principais motores da expansão nacional.
Mesmo com participação modesta na economia brasileira, equivalente a 0,08% do volume total de serviços — índice semelhante ao de Roraima e superior apenas ao do Amapá na Região Norte —, o Acre demonstrou capacidade de reação acima da média do país.
No cenário nacional, todas as cinco atividades pesquisadas pelo IBGE registraram crescimento em abril. O maior avanço ocorreu no grupo de outros serviços (+2,2%), seguido pelos serviços prestados às famílias (+1,4%), transportes, serviços auxiliares e correio (+0,9%), informação e comunicação (+0,5%) e serviços profissionais e administrativos (+0,4%).
Apesar do bom desempenho mensal, a comparação com abril de 2025 revela um comportamento diferente para o Acre. Nessa base de análise, o estado registrou queda de 1,8% no volume de serviços. Especialistas apontam que oscilações mais intensas são comuns em economias menores, nas quais a movimentação de poucos contratos ou segmentos específicos pode influenciar significativamente os indicadores.
Em âmbito nacional, o crescimento de 1,9% frente a abril do ano passado marcou o 25º resultado positivo consecutivo do setor nessa comparação. São Paulo, responsável por 47,88% do volume nacional de serviços, teve alta de 3,5%, enquanto o Distrito Federal liderou o ranking percentual, com expansão de 9,7%.
Já os resultados mais negativos foram registrados pelo Amazonas (-9,5%) e pelo Ceará (-6,4%).
Outro segmento que apresentou recuperação foi o turismo. As atividades turísticas cresceram 4,1% em abril na comparação com março, após acumularem retração de 5,2% nos dois meses anteriores. O setor opera atualmente 11,2% acima do nível pré-pandemia, embora ainda esteja 2,2% abaixo do pico histórico alcançado em dezembro de 2024.
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o volume de serviços no Brasil avançou 2,2%, reforçando a importância do segmento, que representa a maior parcela do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Para o Acre, os números de abril indicam que, mesmo ocupando uma posição discreta no mapa econômico brasileiro, o estado possui capacidade de crescimento acelerado quando estimulado por fatores locais, expansão do consumo e fortalecimento das atividades ligadas ao comércio e à prestação de serviços.
Fonte: Pesquisa Mensal de Serviços (PMS/IBGE).












