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Acre registra chuvas dentro da normalidade enquanto seca avança em áreas do Norte e Nordeste

O Acre aparece entre os estados com condições climáticas mais equilibradas do país na primeira quinzena de junho de 2026. Mapa divulgado pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) mostra que o estado permaneceu, em sua maior parte, dentro da faixa considerada normal para o período, sem registros expressivos de seca severa nem de excesso extremo de precipitação.
O levantamento utiliza o Índice Padronizado de Precipitação (SPI), ferramenta internacionalmente adotada para monitorar eventos de seca e excesso de chuvas. O indicador compara o volume de precipitação observado com a média histórica registrada entre 1991 e 2020, permitindo identificar desvios positivos ou negativos nas condições climáticas.
Enquanto o Acre manteve relativa estabilidade, o cenário foi bastante diferente em outras regiões do país. As áreas mais críticas de estiagem concentraram-se no Nordeste, especialmente entre Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, onde o mapa aponta manchas classificadas como seca grave, seca extrema e até seca excepcional.
Na Região Norte, os maiores sinais de déficit hídrico apareceram em partes do Amazonas e de Roraima. Em contrapartida, áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul registraram condições mais úmidas que a média histórica, com ocorrência de umidade moderada, extrema e excepcional em diversos pontos.
A posição do Acre chama atenção por estar localizada entre duas realidades climáticas distintas. De um lado, áreas da Amazônia com sinais de redução das chuvas; de outro, regiões do Centro-Sul beneficiadas por precipitações acima da média. O resultado sugere que o estado atravessou a primeira metade de junho sem anomalias climáticas relevantes.
Para a agricultura, especialmente para culturas permanentes e sistemas agroflorestais, a manutenção de chuvas próximas da normalidade reduz riscos associados tanto à estiagem quanto ao excesso de água. O cenário também favorece o abastecimento dos rios e a preservação da umidade do solo durante o período de transição para os meses mais secos do ano na Amazônia Ocidental.
O monitoramento foi elaborado pelo Laboratório Lapis com base em dados do Climate Hazards Group InfraRed Precipitation with Station Data (CHIRPS), um dos principais bancos de dados globais de precipitação por satélite. O processamento e a análise foram realizados por meio do software livre QGIS.
Segundo o Laboratório Lapis, o SPI transforma os volumes de chuva em desvios padronizados, permitindo comparar condições climáticas entre diferentes regiões e períodos do ano. Dessa forma, o índice se tornou uma das principais ferramentas para acompanhamento de secas, eventos extremos e planejamento de atividades agrícolas e ambientais.
Fontes: Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis); Climate













