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POLÍCIA

Acusado de feminicídio no Acre teria permanecido três dias com corpo da namorada em apartamento

Daniel Nestor Guzman, de 40 anos, é monitorado por tornozeleira eletrônica e suspeito de matar a jovem Maria Ramona Araújo, de 18 anos; DEAM assumiu o caso.

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 A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) assumiu a investigação sobre o feminicídio de Maria Ramona Araújo, de 18 anos, localizada morta no interior de um apartamento na Rua Vitória, bairro Conquista, em Rio Branco.
O principal suspeito do crime é o argentino Daniel Nestor Guzman, de 40 anos, que cumpria pena em regime semiaberto com monitoramento eletrônico. A perícia técnica apontou que o assassinato ocorreu por volta da meia-noite de domingo, provocado por um golpe de faca na região do pescoço.
Uso do celular da vítima e dinâmica no apartamento
Segundo a investigação, Daniel permaneceu no imóvel com o corpo da jovem por cerca de três dias. Durante o período, ele teria utilizado o celular de Maria Ramona para se passar por ela em conversas com diversos contatos.
O suspeito ainda tentou solicitar uma corrida por aplicativo de transporte, mas a chamada foi recusada pelo motorista. A principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado por ciúmes.
Rompimento de tornozeleira e fuga para a fronteira
Na madrugada de terça-feira, por volta das 5h20, Daniel deixou o apartamento e seguiu para a região da Gameleira, onde rompeu o equipamento de monitoramento eletrônico cerca de 30 minutos depois.
A polícia apura informações de que o investigado teria embarcado em um táxi com destino a Brasiléia para atravessar a fronteira em direção à Bolívia. Fotografias do suspeito chegaram a ser publicadas em suas redes sociais na segunda-feira, um dia após a morte da jovem.
Histórico de reincidência
Maria Ramona é a segunda mulher morta por Daniel Guzman em um intervalo de aproximadamente seis anos. Em julho de 2018, na zona rural de Boa Vista (RR), o argentino assassinou a esposa, a venezuelana Betzabeth Miguelina Daza, de 23 anos, que estava no sexto mês de gestação. Na ocasião, o corpo da vítima foi ocultado em uma cova rasa.
Daniel foi preso pela Polícia Federal dois meses após o primeiro crime, no posto de fiscalização de Assis Brasil (AC), ao retornar do Peru. Condenado a 24 anos de prisão, o investigado progrediu para o regime semiaberto após cumprir cerca de seis anos da pena.
As forças de segurança prosseguem com as diligências para localizar e prender o suspeito.
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