POLÍCIA
Acusados de matar e esquartejar adolescente são interrogados quase nove anos após o crime

Quatro denunciados pelo assassinato de Tiago Batista Aguiar, de 17 anos, participaram de audiência de instrução e julgamento nesta quinta-feira, em Rio Branco. Corpo da vítima nunca foi localizado.
Quase nove anos depois do desaparecimento do adolescente Tiago Batista Aguiar, de 17 anos, os quatro acusados de envolvimento no assassinato e esquartejamento da vítima foram interrogados nesta quinta-feira durante uma audiência de instrução e julgamento realizada no plenário da 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Rio Branco.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre, Tiago foi assassinado no dia 12 de agosto de 2017, na região do Ayrton Sena. Desde então, o corpo do adolescente nunca foi localizado.
As investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil apontaram que a vítima teria sido esquartejada por integrantes de uma organização criminosa. Segundo a investigação, os restos mortais teriam sido jogados no Rio Acre.
Ainda conforme as informações reunidas durante a investigação, uma pessoa da família da vítima teria tido acesso a um vídeo que registraria o momento do crime.
Foram denunciados pelo assassinato Carlos dos Santos Anoran, conhecido como “Mister M”; Geilson Nery de Freitas, o “Botão”; Getúlio de Souza Pinheiro, conhecido como “Sucuri”; e Matheus Gomes do Nascimento, o “Ganzelação”.
Os quatro respondem à ação penal pelos crimes de homicídio qualificado, vilipêndio e ocultação de cadáver, além de organização criminosa.
A denúncia aponta ainda que o assassinato teria sido motivado pela disputa entre facções criminosas.
Com o interrogatório dos acusados e o avanço da fase de instrução processual, o processo se aproxima de uma nova etapa. Depois da apresentação das alegações finais, caberá ao juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri decidir se os réus serão pronunciados e, consequentemente, levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.
A decisão não representa uma condenação. Caso sejam pronunciados, os quatro acusados ainda terão o direito de apresentar suas defesas durante o julgamento popular.










