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Clima do Acre ajuda a formar corredor de umidade que levará ar quente e úmido da Amazônia ao Sul do país

A umidade presente sobre a Amazônia, incluindo a faixa onde está localizado o Acre, terá participação na configuração atmosférica que deverá favorecer a volta das tempestades ao Sul do Brasil entre quarta e quinta-feira, 12 e 13.
A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que identifica a formação de um canal de umidade ligando as regiões Norte e Sul do país. O sistema funcionará como uma faixa de transporte de ar quente e úmido amazônico em direção ao Sul.
O Acre está justamente entre as áreas onde as instabilidades estarão mais presentes no Norte nesta quarta-feira. Segundo o Inmet, as pancadas de chuva e trovoadas deverão se concentrar principalmente no estado e no oeste e noroeste do Amazonas durante a manhã.
O quadro ajuda a explicar uma situação meteorológica que envolve diferentes extremos do país. Enquanto a Amazônia fornece calor e umidade, no Sul atua um cavado associado a um centro de baixa pressão localizado no norte do Paraguai. A combinação desses elementos cria condições favoráveis à intensificação das instabilidades.
O fenômeno deverá ser mais intenso longe do Acre. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o Inmet prevê tempestades e admite episódios pontuais de tempo severo. Há inclusive avisos amarelo e laranja para áreas dos dois estados.
No Acre, a situação é diferente. Não há no boletim indicação de tempestades severas nem dos grandes acumulados projetados para o Sul. A previsão é de pancadas com trovoadas nesta quarta e possibilidade de chuva isolada na quinta-feira.
O mapa de água precipitável elaborado pelo Inmet para quinta-feira mostra justamente esse corredor atmosférico entre Norte e Sul. Segundo o instituto, a massa de ar quente e úmido transportada pelo canal contribuirá, ao encontrar as condições existentes no Sul, para a retomada das instabilidades principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Assim, além da previsão local de chuva para o Acre, o boletim revela uma segunda dimensão do quadro meteorológico: a Amazônia participa do transporte de umidade que influencia o tempo a milhares de quilômetros de distância, no Sul do Brasil.











