Gabriel Rasteli
Distração: A traição da atenção para coisas irrelevantes

Se distrair é tirar o foco do objeto principal para um objeto alheio, é ter a sua atenção principal trocada por uma atração corriqueira. Algo comum em nosso cotidiano.
No entanto, tudo o que é demais sobra. E o excesso de todas as coisas geralmente não é saudável.
Às vezes, estamos fazendo algo importante e deixamos isso de lado para fazermos algo simultâneo que divide a nossa atenção, e no fim das contas, nos prejudicamos por demorar demais para concluir o que estávamos fazendo.
Isso pode ser percebido ainda mais nos dias atuais. Na verdade, tornou-se quase que uma cultura da nova geração.
Muitas abas abertas no computador. Inúmeros e-mails sem visualização na caixa de entrada. Tudo isso sem contar nas conversas de WhatsApp que deixamos para responder depois e acabamos esquecendo.
Também tem sido comum o fato de não se terminar aquilo que já havia começado. E isso levando em consideração as coisas grandes, bem como as mais simplórias.
Prestar atenção, manter o foco, não se distrair, tem sido uma busca de muitos atualmente. Hoje em dia, nem percebemos mais o ato de pegarmos o celular no intervalo de uma atividade e outra.
E quando vamos reparar, estamos abrindo uma rede social, buscando notícias, querendo nos antenar no “mundo lá fora” enquanto estamos perdendo de vista o que estávamos fazendo segundos atrás.
Por vezes, de forma salutar, saímos da rotina, vamos ao encontro de algo para nos distrair e tirar o estresse do momento. Porém, esse ato tem acontecido com uma frequência cada vez maior em nosso dia a dia.
Faça um teste e tente perceber o que você pensa enquanto escova os dentes ou enquanto serve o seu prato durante uma refeição. Quase sempre o pensamento não é naquilo que se está fazendo, mas em algo diferente.
O fato de fazermos múltiplas coisas ao mesmo tempo tem nos formatado para agirmos assim cada vez mais. Tornando difícil se concentrar em fazer uma única atividade sem ser atraído para alguma outra coisa.
Mas as distrações não perdoam. Aliás, elas cobram caro. O dia sempre parece mais corrido, os compromissos infindáveis, os prazos curtos e nosso tempo escasso.
A briga pela nossa atenção não está só nas lojas e no comércio em geral. Hoje, trocamos nosso tempo pelo uso “gratuito” das redes sociais, dos canais de streaming, pelos nossos próprios desejos.
Somos o alvo daquilo que desejamos, perseguimos, e no final, nós é que somos a presa. O nosso tempo tem se esvaído literalmente entre as nossas mãos (como passamos tempo no celular né?).
Assim como no filme O Preço do Amanhã estrelado por Justin Timberlake, o que de mais valioso que temos é o tempo. E o tempo perdido, não volta.













