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Educação do Acre avança com manutenção de escola indígena em Porto Walter

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) prossegue com o calendário de manutenção predial e revitalização de espaços de escolas indígenas. Agora, os trabalhos avançam na escola indígena Joana Siqueira, localizada ao longo do Rio Nilo em Porto Walter e atende alunos do povo Shawãdawa, na aldeia Matrinchã.

Na Escola Joana Siqueira, estão sendo realizados serviços de melhorias estruturais nos banheiros, na cozinha, no refeitório, na pintura, além da revitalização de um poço, a fim de abastecer a escola no período das aulas.

Além da manutenção predial e revitalização, uma jornada pedagógica com os professores indígenas foi realizada na semana passada. Ao todo, Porto Walter possui oito escolas indígenas.

Escola indígena Joana Siqueira, em Porto Walter, passa por manutenção e revitalização predial. Foto: Núcleo da SEE/Divulgação

De acordo com a coordenadora do núcleo da SEE no município, professora Fabiana Pedrosa, há ainda a expectativa de obras de construção de outras escolas sejam retomadas em breve. “Estamos na expectativa do retorno dessas obras também”.

Além de Porto Walter, o departamento de manutenção da SEE também avança com obras de construção, manutenção predial e revitalização em escolas indígenas de outros cinco municípios acreanos, sendo eles Feijó, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira.

Manutenção da Escola Joana Siqueira contempla banheiros e a construção de um poço. Foto: Núcleo da SEE/Divulgação

Na construção de novas escolas indígenas estão sendo investidos recursos na ordem de R$ 4.191.478. Já na manutenção predial e revitalização, o investimento é de R$ 4.283.490, totalizando R$ 8.474.968 nesses espaços.

A reforma e construção de novas escolas indígenas levam em conta o “custo Amazônia”, já que os materiais são transportadas pelos rios durante o período de cheia para que os serviços sejam realizados durante o chamado “verão amazônico”, na seca, que vai de maio a novembro.

De acordo com o secretário de Educação, Reginaldo Prates, o trabalho realizado pelo governo do Estado supera as barreiras da distância. “Manter uma escola aberta no interior da Floresta Amazônica vai além da matemática financeira, e onde houver um estudante, nossa missão é fazer a educação chegar, superando qualquer dificuldade que o território nos imponha”, afirmou.çihb.

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