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Em ritmo acelerado de transição demográfica e educacional, o Acre deixa o topo dos índices mais alarmantes e melhora seus indicadores

A histórica disparidade na educação entre as Unidades Federativas do Brasil segue enorme, mas vem diminuindo de forma consistente há décadas. Essa tendência de convergência se confirmou mais uma vez no período recente: a diferença entre o estado em 1º lugar (maior taxa) e o último colocado no ranking nacional de analfabetismo despencou de 15,9 pontos percentuais em 2016 para 11,6 pontos percentuais em 2025.
A redução do analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais ocorreu em todas as 27 UFs, embora em ritmos distintos. Especialistas apontam que o analfabetismo no país está cada vez mais concentrado nas gerações mais antigas. Assim, a retração dos índices se deve a uma combinação de fatores: os avanços reais no acesso à escolarização de jovens e adultos e o fator demográfico (a simples passagem do tempo).
As gerações que cresceram quando as condições educacionais do Brasil eram severamente piores vão, aos poucos, desaparecendo naturalmente. Esse fenômeno demográfico se reflete de forma relativamente mais rápida nas UFs em que a expectativa de vida na terceira idade é menor.
Dentro desse cenário de transição, o estado do Acre se destaca como um dos exemplos mais nítidos de evolução positiva no mapa da alfabetização nacional.
Em 2016, o Acre amargava a 8ª pior posição do país, com uma taxa de 12,5% de analfabetos na sua população jovem e adulta — integrando o grupo mais crítico.
Até 2025, o estado promoveu uma redução expressiva de 3,6 pontos percentuais, derrubando o índice para 8,9%. Esse avanço permitiu ao Acre:
Deixar para trás estados como a Bahia e o Rio Grande do Norte, caindo para a 10ª posição no ranking, distanciando-se do topo do analfabetismo.
Superar o vizinho Tocantins (6,8%) e o Pará (6,2%) na velocidade de queda proporcional dentro da região Norte, embora estes ainda mantenham taxas gerais menores. A tabela da imagem “Captura de tela 2026-06-22 105127.jpg” permite mapear como o Brasil se reconfigurou na última década:
Em 2016, Alagoas liderava negativamente o ranking com 18,3%, seguido de perto pelo Piauí (16,2%). Em 2025, houve um empate técnico no topo: Piauí e Alagoas dividem a pior marca, mas ambos conseguiram reduzir o índice para 13,1% — uma vitória estatística importante para Alagoas, que reduziu mais de 5 pontos percentuais.
O “Grupo de Elite da Alfabetização”: No extremo oposto, o Distrito Federal liderava em 2016 com apenas 2,4% de analfabetismo. Em 2025, o posto de estado mais alfabetizado do Brasil passou a ser de Santa Catarina, que atingiu a impressionante marca de 1,5%, seguida por Rio de Janeiro (1,6%), São Paulo (1,9%) e o Distrito Federal (2,0%).Embora a queda de 12,5% para 8,9% no Acre e a diminuição da distância entre o topo e a base do ranking comprovem que o Brasil caminha na direção certa, o abismo regional ainda é evidente. Enquanto o Sul e o Sudeste consolidam taxas quase residuais (abaixo de 4%), o Nordeste e parcelas do Norte ainda lutam para trazer suas populações idosas e rurais para o universo da leitura e da escrita. O relógio demográfico e as salas de aula de EJA (Educação de Jovens e Adultos) correm contra o tempo para zerar esses números.













