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POLÍCIA

Feminicídios caem 40% no Acre entre janeiro e julho de 2026

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O Acre registrou redução de 40% no número de vítimas de feminicídio nos primeiros sete meses de 2026. Foram seis vítimas entre janeiro e julho deste ano, contra dez no mesmo período de 2025, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), consolidados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A queda acreana foi bem mais acentuada que a registrada no país. No Brasil, o número de vítimas passou de 876 entre janeiro e julho de 2025 para 848 no mesmo período de 2026, redução de 3,2%. No Acre, foram quatro vítimas a menos, o que resultou na retração de 40%.

O desempenho colocou o Acre entre as unidades da Federação com as maiores reduções proporcionais do país. Rondônia apresentou a maior queda, de 64,7%, seguida por Piauí, com 57,1%; Maranhão, 42,4%; Acre e Roraima, ambos com 40%; e Distrito Federal, com 31,3%, conforme levantamento divulgado pelo MJSP.

Na Região Norte, os feminicídios apresentaram redução bem menor. O número de vítimas passou de 85 nos sete primeiros meses de 2025 para 84 em 2026, queda de 1,2%. Dessa forma, a retração de 40% observada no Acre ficou muito acima tanto do resultado regional quanto do nacional.

Apesar da redução, os seis casos registrados significam uma média próxima de um feminicídio por mês no Acre entre janeiro e julho.

Em todo o país, 14 unidades da Federação reduziram o número de vítimas na comparação com os sete primeiros meses de 2025. Duas permaneceram estáveis e 11 apresentaram aumento.

Os dados nacionais indicam ainda uma trajetória recente de queda. A média móvel de feminicídios chegou a 141,8 vítimas em março e diminuiu durante os quatro meses seguintes, alcançando 119,8 em julho. A redução em relação ao pico de março foi de 15,5%.

Entre as regiões, o Nordeste apresentou a maior queda, de 14,4%, passando de 257 para 220 vítimas. O Sudeste recuou 4,7%, de 317 para 302, e o Norte, 1,2%, de 85 para 84. Em sentido contrário, o Sul teve aumento de 14,9%, de 121 para 139 vítimas, enquanto o Centro-Oeste avançou 7,3%, de 96 para 103.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, os números fazem parte do monitoramento das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres desenvolvido em conjunto com o Ministério das Mulheres, estados e demais órgãos envolvidos na área.

O governo federal também mantém em 2026 a Operação Mulher Segura. Considerando as duas fases realizadas neste ano, a ação contabiliza 34,4 mil prisões, mais de 150 mil atendimentos a vítimas e mais de 95 mil acompanhamentos de Medidas Protetivas de Urgência em todo o país.

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