GOSPEL
Lideranças femininas debatem o papel da mulher na fé, no poder e na cidadania em evento da ADBRAS
Muitas mulheres líderes se reuniram esta semana no evento “Designada às Fronteiras”, promovido pela ADbrás Primeiro Distrito. No segundo dia, uma mesa de alto nível político e técnico colocou lado a lado fé, segurança pública, saúde mental, educação e direito para debater os desafios reais das mulheres acreanas no século 21.
A iniciativa da pastora presidente Cida Moura transformou o púlpito em espaço de diálogo público. Pela primeira vez, a igreja abriu uma roda de perguntas e respostas com autoridades civis e eclesiásticas para discutir não só espiritualidade, mas os problemas que atravessam a casa, a família e a sociedade.
AUTORIDADE E FÉ NA MESMA MESA
O centro do debate foi a palestra com participação direta da plateia, mediada pela pastora Fernanda Lopes. Na mesa, estavam 6 vozes que representam o poder e o cuidado com a mulher no Acre:
– Pastora Cida Moura – Presidente da ADbrás Primeiro Distrito. Trouxe a visão bíblica e pastoral sobre o papel da mulher como guardiã de fronteiras espirituais e sociais.
– Cel. PM Marta Renata – Comandante da Polícia Militar do Estado do Acre. Falou sobre segurança, violência doméstica e o papel da mulher na força pública.
– Dra. Angela Paula – Neuropsicóloga. Abordou saúde mental, ansiedade e os impactos emocionais sobre lideranças femininas.
– Profa. Degmar Kimpara – Educação. Discutiu formação, protagonismo e o lugar da mulher na transformação social através do ensino.
– Dra. Valdísia – Advogada previdenciária. Esclareceu dúvidas sobre direitos, aposentadoria e proteção legal para mulheres e famílias.
– Pra. Fernanda Bandeira – Voz da nova geração pastoral. Levou a perspectiva das jovens líderes na igreja e na sociedade.
Durante quase 2 horas, as líderes presentes puderam fazer perguntas diretas. Do assédio no trabalho à depressão pastoral, do direito ao benefício do INSS ao medo nas ruas. Nada ficou de fora.
“DESIGNADA ÀS FRONTEIRAS”: UMA AÇÃO POLÍTICA E ESPIRITUAL
Segundo a pastora Cida Moura, o objetivo foi quebrar a lógica de que assuntos de Estado não pertencem à igreja.
“Uma mulher designada por Deus não pode ser omissa nas fronteiras da sua casa, da sua comunidade e da sua cidade. Fé sem cidadania é fé incompleta. Por isso trouxemos quem comanda, quem cuida e quem defende para andar junto com quem ora”, declarou a pastora presidente.
Para a organização, o evento marca um novo tempo de atuação da ADbrás no Acre: uma igreja que forma líderes espirituais, mas também formadoras de opinião, gestoras e agentes de transformação.
O QUE FICOU
O encontro encerrou com um compromisso público: criar uma rede de apoio entre as lideranças da igreja e os órgãos públicos e do PROJETO SOCIAL UCIF uniao cristan de inclusao familiar apresentados na mesa, para atendimento, orientação e acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Designada às Fronteiras” mostrou que o púlpito também é lugar de política pública. E que quando a mulher de fé assume seu lugar, ela não recua. Ela avança, legisla, protege e cura.










