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Moradores do Projeto Oriente, na Transacreana, fazem churrasco para agradecer Governo a recuperação de ramais

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Fotos: Evandro Cordeiro, Diego Lins, Paulo Roberto (Câmera Alerta), Evercley Melo e Weber Gonçalves

Projeto Oriente, um dos maiores assentamentos de agricultores no Acre, situado no quilômetro 160 da estrada Transacreana, era, até esse verão de 2021, uma das comunidades mais isoladas do Estado. Há pelo menos 25 anos cerca de três mil pessoas só tinham acesso a capital, Rio Branco, por meio de transporte fluvial, pelo Riozinho do Rola, ou a cidade de Sena Madureira, pelo rio Iaco. E para ter acesso a esses dois rios era necessário andar muito por varadouros, pelo menos para uma maioria, que mora nos chamados centros, locais bem afastados das margens. O Governo Gladson Cameli chegou com socorro, ao reabrir velhos picadões, transformando aquilo em um bem acessível ramal, capaz de garantir trânsito até mesmo no inverno que vem por aí.

Maquinários do Estado atuam no Projeto de Assentamento Oriente, em Rio Branco. Foto: Luiz Anute/Deracre

O feito do Governo gerou uma ação surpreendente dos moradores do assentamento. Os próprios se juntaram e promoveram um churrasco na última segunda-feira, 11. Cerca de 300 pessoas se reunirem na sede da Fazenda Passagem, as margens do Riozinho, para comemorar o que chamam de “libertação do isolamento”. Foi uma festa que durou o dia inteiro. Além do secretário de Produção, Neném Junqueira, foram convidados o diretor presidente do Deracre, Petronio Antunes, e toda a diretoria do órgão foram convidados para a festa e foram. Outro convidado ilustre foi o deputado estadual Ghelen Diniz (Progressistas), autor de indicações para a região, que fundo de pelo menos três municípios: Rio Branco, Sena Madureira e Xapuri. “Estou em casa aqui porque essa obra é uma grande vitória do nosso governador Gladson Cameli. Quando chegamos aqui informando que as máquinas iam entrar, ninguém acreditou. Hoje está a aí o serviço feito, e muito bem feito”, afirmou o empolgado secretário Neném Junqueira, que saiu de casa na madrugada da segunda-feira em uma caravana.

A abertura de ramais no Projeto Oriente já começou a melhorar a vida de centenas de pessoas. Alem de negociar melhor o gado, eles já começam a ser incentivados a investir em agricultura. Segundo a Secretaria de Produção do Estado (SEPA) e o Departamento de Rodagens (DERACRE), foram reabertos cerca de 200km naquela região, cujo acesso ao Riozinho do Rola é pelo “Ramal do Manim”, facilitando a vida de produtores.

O presidente de uma das associações mais ativas da região, a Pôr do Sol, Zé Domingo, era o mais empolgado no churrasco. Ao usar a palavra antes do almoço diante de algumas centenas de pessoas, não poupou elogios ao governador Gladson Cameli. “É a primeira vez que um governo promete e vem fazer de fato. Aqui a gente perdia até a castanha que juntava porque o acesso era quase zero. Pela água ninguém tem condições de comprar combustível para navegar três, quatro dias pelo Riozinho”, disse ele sob aplauso de seus liderados.

Antônio Alberto Evangelista, morador do Projeto de Assentamento Oriente, continua surpreso com a recuperação dos ramais. “Quando me deparei com essas máquinas, eu não acreditei. Há mais de 20 anos, eu moro aqui, e nunca fica visto uma máquina do Estado, realizando uma benfeitoria dessa. Estou com uma alegria tamanha. Aproveito para agradecer ao governador Gladson Cameli, que olhou pela gente”, disse o agricultor.

O próximo passo na região do Oriente agora é produzir na agricultura, além de seguir a extração de castanha e até borracha. “Com o ramal facilita tudo”, disse o líder. Eles agora querem fazer outro pedido ao governador Gladson Cameli porque acreditam na gestão: a energia elétrica. “A luz chegando aqui nós estaremos com a vida resolvida”, disse ao Acrenews. Ele ouviu, nesse sentido, boas notícias através do próprio secretário Neném Junqueira e do deputado Ghelen Diniz, que prometeram levar a proposta até a mesa do governador.

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Unicef alerta: 69 crianças e adolescentes foram mortas de forma violenta no Acre

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Por Wanglézio Braga / Foto: Agência Brasil

O ano de 2020 foi um dos mais violentos para crianças e adolescentes no Acre. É o que aponta um levantamento inédito da Unicef e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Juntas, as instituições analisaram as ocorrências de boletins em 27 estados e traçaram um panorama da violência letal e sexual contra menores. O estudo foi divulgado hoje (22).

De acordo com o documento, entre 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes foram mortos de forma violenta no Brasil – uma média de 7 mil por ano. Além disso, de 2017 a 2020, 180 mil sofreram violência sexual – uma média de 45 mil por ano. Em 2020, 69 crianças e adolescentes de 0 a 19 anos foram mortos de forma violenta no Acre.

“A violência se dá de forma diferente de acordo com a idade da vítima. Crianças morrem, com frequência, em decorrência da violência doméstica, perpetrada por um agressor conhecido. O mesmo vale para a violência sexual contra elas, cometida dentro de casa, por pessoas próximas. Já os adolescentes morrem, majoritariamente, fora de casa, vítimas da violência armada urbana e do racismo”, diz o documento.

A maioria das vítimas de mortes violentas é adolescente. “Das 35 mil mortes violentas de pessoas até 19 anos identificadas entre 2016 e 2020, mais de 31 mil tinham entre 15 e 19 anos. A violência letal, nos estados com dados disponíveis para a série histórica, teve um pico entre 2016 e 2017, e vem caindo, voltando aos patamares dos anos anteriores. Ao mesmo tempo, o número de crianças de até 4 anos vítimas de violência letal aumenta, o que traz um sinal de alerta”, acrescentou.

Para os meninos, a faixa etária dos 10 aos 14 anos marca a transição da violência doméstica para a prevalência da violência urbana. Quando os adolescentes chegam à faixa etária de 15 a 19 anos, essa transição no perfil da violência letal está consolidada. As mortes violentas têm alvo específico: mais de 90% das vítimas são meninos, e 80% são negros. Em 2020, no total dos 27 Estados, 5.282 crianças e adolescentes de 15 a 19 anos foram mortos de forma violenta no Brasil. No Acre, em 2020, foram 60.

Para o representante da UNICEF no Brasil, Florecen Bauer, “a violência contra a criança acontece, principalmente, em casa. A violência contra adolescentes acontece na rua, com foco em meninos negros. Embora sejam fenômenos complementares e simultâneos, é crucial entendê-los também em suas diferenças, para desenhar políticas públicas efetivas de prevenção e resposta às violências”.

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Florestas do Acre vão ser monitoradas por drones: projeto oferta treinamento em Xapuri

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Por Wanglézio Braga / Foto: Reprodução

Uma capacitação promovida pela WWF-Brasil vai possibilitar o manuseio de drones para monitorar queimadas e desmatamento no Acre. A ação acontece entre os dias 25 e 28 de outubro. No último dia, as atividades vão ocorrer na Resex Chico Mendes, na região do Seringal Floresta.

Segundo a WWF-Brasil, o curso terá 20 participantes das associações AMOPREX, AMOPREAB, CPI, BPA-AC, MPAC, SEMA e SOS Amazônia. “As atividades são teóricas no sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras rurais de Xapuri e práticas na área do aeródromo dentro da cidade de Xapuri”, informou em comunicado a instituição.

A ação de doação de drones bem como a capacitação para uso desses equipamentos ocorre em pelo menos seis estados. Por meio de uma articulação, as atividades se concentram no Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Maranhão e Mato Grosso. Ao todo nove órgãos de governos estaduais e municipais participam das atividades juntamente com 24 organizações da sociedade civil, dentre elas ONGs, associações extrativistas e indígenas.

“Desde agosto de 2019, cerca de 70 mil pessoas foram beneficiadas diretamente e 3,7 milhões foram beneficiadas indiretamente por nossos projetos na Amazônia”, completa a WWF-Brasil.

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Rachadura em Avenida na parte alta de Rio Branco preocupa motoristas e pedestres

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Uma rachadura que já atingiu a faixa para pedestres e ciclistas na Avenida Antônio da Rocha Viana, vem preocupando motoristas. A fenda, que antes aparecia somente na margem da avenida, avançou e desnivelou quase meia pista.

A rachadura apareceu, segundo moradores, já a cerca de três meses e vem avançando. O trecho em questão fica no bairro Vila Nova, na parte alta da cidade.

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