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Oposição tentou de tudo, mas “Auxilio do Bem” terminou aprovado na Assembléia Legislativa

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O governo do Acre teve o seu projeto de transferência de renda para famílias em vulnerabilidade social, o cartão Auxílio do Bem, aprovado pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta quarta, 14, por unanimidade. Assim, por três meses, inicialmente, as pessoas que estão em dificuldade econômica, devido aos desdobramentos da pandemia de Covid-19, poderão receber o valor de 150 reais.

A fonte de recursos é um empréstimo junto ao Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), de R$ 9,5 milhões, e o objetivo é que a ajuda chegue a 18.880 famílias consideradas invisíveis do ponto de vista social. A distribuição será feita aos municípios em proporção aos contingentes populacionais.

Projeto foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta quarta, 14, por unanimidade. Foto: Agência Aleac

Antes da sessão plenária da Aleac, os secretários Ricardo Brandão, de Planejamento e Gestão (Seplag), e Ana Paula Lima, de Assistência Social (SEASDHM), e o procurador-geral da PGE, João Paulo Setti, esclareceram aos deputados da Comissão de Serviço Público os detalhes do programa.

“Os estudos do projeto foram iniciados no ano passado, por ordem do governador Gladson Cameli. Na sua tramitação na Aleac, foram feitos alguns questionamentos pelos parlamentares. Um deles diz respeito aos motivos de ter sido contratada uma empresa para operar o cartão antes da aprovação da lei. Quando aprovada a lei, os valores já irão imediatamente para os beneficiários, e, como é um sistema de cartão, era preciso licitar a empresa para cadastrar os fornecedores. Agora, fique claro que o Estado nada pagará para a Berlin Finance, que administrará o cartão. Será cobrada uma pequena taxa dos comerciantes, assim como acontece com qualquer cartão de crédito”, relatou o procurador.

Durante o processo de aprovação do Auxílio do Bem, diversos deputados estaduais se manifestaram. Foto: Agência Aleac.

“Havia dúvidas em relação aos critérios e quantas famílias seriam beneficiadas. Conseguimos esclarecer satisfatoriamente os deputados que fizeram o requerimento nos convocando, tanto que o programa foi aprovado em plenário por unanimidade. A Secretaria de Assistência Social irá executar o programa juntos às famílias e às prefeituras”, ponderou Ana Paula Lima.

Operacionalidade do Auxílio do Bem

Os beneficiários da ajuda do governo do Estado receberão um cartão e poderão comprar em estabelecimentos comerciais do estado, previamente cadastrados. Não poderão sacar dinheiro. Assim, os valores destinados irão entrar nos fluxos econômicos dos municípios, gerando movimento financeiro. Isso ajudará também os comerciantes acreanos, aumentando as suas vendas com o consumo alimentar proporcionado pelo cartão. A perspectiva é oferecer uma ajuda global a todos os estratos sociais depois das dificuldades enfrentados pela população durante a pandemia de Covid-19.

Reação do deputados

Durante o processo de aprovação do Auxílio do Bem, diversos deputados estaduais se manifestaram.

“A parte da oposição tenta passar que isso é algo ruim. Mas é um programa social que vai atender pessoas que não têm renda nenhuma. Sinto-me honrado em participar dessa votação e ajudar a construir esse projeto. Criticar faz parte do jogo político democrático, mas é preciso que haja um reconhecimento da abrangência do Auxílio do Bem”, destacou o deputado Gehlen Diniz (PP).

Já o deputado oposicionista Daniel Zen (PT) declarou que votaria favorável ao programa, depois dos esclarecimentos da equipe do governo: “Hoje estamos dando um passo importante para entender mais profundamente uma política de assistência social que vai além da distribuição de sacolões. Isso significa uma mudança de perspectiva para criarmos novos mecanismos de distribuição de renda, ressaltando que o Programa poderá e deverá ser ampliado e aperfeiçoado”.

O líder do governo, deputado Pedro Longo (PV), também salientou a importância da aprovação do programa. Concordou, ainda, que o sistema poderá ser ampliado. “Quando houver a promulgação da lei do programa, as pessoas poderão ser cadastradas e receberão imediatamente o auxílio. Também quero destacar que os critérios que beneficiam as famílias poderão ser ampliados. Agora, vale lembrar que os critérios foram determinados pelo banco [Bird]. Mas, se não encontrarem famílias suficientes nessas condições, o programa poderá será ampliado”, frisou.

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ACRE

Rebanho do Acre aumenta em torno de 50% e abate acompanha recuperação econômica

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Agência AC / Foto: Marcos Vicentti

O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf-AC), divulgou um relatório em que revela que o rebanho bovino acreano vem em uma linha constante de crescimento, que girou em torno de 50% na última década. Há também potencial de expansão para os próximos anos, fruto dos investimentos em novas tecnologias e em melhoramento genético do rebanho por parte dos pecuaristas.

O território acreano possui hoje, aproximadamente, 3,8 milhões de bovinos. Esse número de cabeças em 2010 chegava a 2,5 milhões.

Evolução do número de cabeças de gado no Acre em uma década. Fonte: Idaf-AC

O governador Gladson Cameli é um dos grandes incentivadores do desenvolvimento do agronegócio no Acre e tem feito, por meio do Idaf, grandes investimentos na Defesa Sanitária Agropecuária, possibilitando o reconhecimento do estado como Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação certificada pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Esse reconhecimento, entre outros fatores, causou uma valorização do rebanho acreano e com isso um aquecimento na economia local.

Segundo o diretor técnico do Idaf, Jessé Monteiro, há 14 anos o estado era reconhecido internacionalmente pela OIE como Zona Livre de Aftosa Com Vacinação, mas desde novembro de 2019, a aplicação da vacina contra a doença deixou de ser obrigatória após uma série de medidas adotadas pelo Estado, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e iniciativa privada.

Para chegar a esse resultado, o governo do Acre contratou novos veterinários, técnicos, ofereceu treinamento para toda a equipe, adquiriu novos equipamentos e reformou todas as unidades do Idaf, em parceria com o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Acre (Fundepec).

Com relação aos dados de abates de animais, o Idaf observou que o estado segue uma média relativamente constante ao longo dos últimos 4 anos, com uma leve queda no ano de 2020, um possível reflexo da pandemia da Covid-19. Se em 2019 o estado registrou 459.750 abates, em 2020 esse número foi para 404.217 animais abatidos.

Abate de animais teve queda em 2020 pela pandemia de Covid-19, mas números devem voltar ao patamar em 2021. Fonte: Idaf-AC

Até agosto, o Idaf registrou 269.231 abates de bovídeos. Com ainda um trimestre para fechar o ano, os técnicos do Instituto destacam que é em geral nos últimos três meses que o número de abates dispara, o que deve significar uma retomada ao patamar do número de 2019.

Segundo o presidente do Idaf, José Francisco Thum, “esse é um setor extremamente importante para a economia do Acre. Há novas conquistas que valorizam os animais, expandem o mercado e, após a crise causada pelo auge da pandemia de Covid-19, agora é o momento da retomada. O governo seguirá firme, adotando todas as medidas necessárias para a expansão, com geração de mais empregos e renda para o estado, sendo esse o principal objetivo da gestão do governador Gladson Cameli”.

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ACRE

Acre: destino ideal para vivenciar uma experiência na floresta

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Agência AC

O Dia Mundial do Turismo, 27 de setembro, é muito propício a divulgar belezas e curiosidades do Acre. Localizado na Região Norte, na Amazônia Brasileira, foi o último estado incorporado ao território nacional. Terra de gente guerreira e aguerrida, que lutou para ser brasileira. A história do Acre é encantadora.

Você pode conhecer um pouco dela visitando alguns de nossos espaços de memória:

Palácio Rio Branco

Considerado o maior patrimônio histórico e arquitetônico do Acre, o Palácio Rio Branco, localizado na homônima capital e instituído como sede do governo do Estado, começou a ser construído em 1920. Seu projeto arquitetônico foi elaborado pelo alemão Alberto Massler, inspirado nas edificações gregas, com colunas de estilo dóricas e jônicas na fachada principal. Foi inaugurado em 1930, mas só teve sua obra concluída em 1945. Ali é possível contemplar exposições que contam um pouco da história do estado.

Palácio Rio Branco. Foto: Aleff Matos/Sefaz

Museu da Borracha

Foi criado em 1978. Somente em 1990, suas instalações foram transferidas para o centro da cidade, onde funciona atualmente. É um espaço cultural destinado a coletar, pesquisar, conservar, expor e divulgar a cultura material e imaterial do Acre. Possui exposição permanente, que retrata os modos de vida da população acreana, em sua ampla diversidade social, econômica e religiosa.

Parque Capitão Ciríaco

É o maior seringal urbano do mundo. Um dos mais importantes espaços históricos e de lazer de Rio Branco. Constitui-se num verdadeiro museu a céu aberto, dedicado à formação histórica e cultural acreana e conectado ao surgimento da cidade de Rio Branco. Suas construções retratam a arquitetura tradicional acreana.

Foto: Arquivo Secom

Turismo de experiência

No Acre, pode-se conhecer os encantos da floresta, celebrar a cultura e a espiritualidade dos povos indígenas, comunidades ribeirinhas e seringueiras. O etnoturismo, turismo de experiência e vivência são fortíssimos no Acre.

Existe atualmente, no Acre, uma população aproximada de 17 mil indígenas vivendo em cerca de 200 aldeias, distribuídas em 36 terras indígenas (TIs) reconhecidas. A área estimada das TIs é superior a 2,4 milhões de hectares, o que equivale a 16% da extensão do estado, localizadas nas bacias dos rios Purus e Juruá, conforme dados adquiridos por meio de pesquisa no site da Comissão Pró-Índio do Acre (CPI).

Diversas aldeias realizam festivais no Acre Foto: Arquivo Secom

Dessas, várias etnias permitem visitações turísticas, como os povos Puyanawa (próximo a Mâncio Lima); os Nukini (no entorno do Parque Nacional da Serra do Divisor); os Yawanawá, em Tarauacá; os Ashaninka, no Alto Juruá; os Shanenawa, em Feijó, e os numerosos Kashinawá, ou Hunî Kuîn, como preferem ser chamados.

Trilhas

Outra experiência incrível são as trilhas no meio da floresta. As trilhas guiadas podem ser feitas com moradores locais ou guias turísticos.

A Reserva Extrativista Chico Mendes é referência no circuito de trilhas. O trajeto percorre seringais e várias partes da reserva, permitindo ao caminhante sentir a floresta densa e preservada em toda sua plenitude, com cheiros e sons da mata e das inúmeras espécies de animais que dividem o espaço com seringueiros e quebradores de castanha do Brasil.

Foto: Arquivo Secom

Uma caminhada pode durar até quatro dias na floresta. No caminho, o turista vivencia o cotidiano dos habitantes das matas e percorre a reserva em meio à floresta exuberante, com árvores centenárias e gigantescas.

Turismo Religioso

O turismo religioso compreende peregrinações, romarias, visitas a local de caráter histórico ou religioso, festas e espetáculos de cunho sagrado, desde as peregrinações católicas a rituais com a ayahuasca.

As festas católicas mais tradicionais são:

Festa de São Sebastião

Realizada anualmente no dia 20 de janeiro, a festa de São Sebastião é uma atração de Xapuri, distante 180 quilômetros da capital do Acre, com diversas ações voltadas à fé e celebração dos devotos do santo. É a 2ª maior festa de segmento religioso do estado, perdendo apenas para o Novenário de Nossa Senhora da Glória, de Cruzeiro do Sul.

A festa de São Sebastião atrai milhares de fiéis ao município de Xapuri Foto: Arquivo Secom

Novenário de Nossa Senhora da Glória

A festa de Nossa Senhora da Glória celebra uma das partes mais significativas da vida de Maria: sua subida ao céu de corpo e alma. É realizada em agosto e considerada um dos maiores eventos religiosos do Acre.

Romaria de Santa Raimunda

Realizada no mês de agosto em Assis Brasil, na região do Alto Acre, a romaria, em homenagem a Santa Raimunda do Bom Sucesso, atrai um grande número de fiéis para a região. Mesmo com tamanha devoção, inclusive com adeptos de países vizinhos (Peru e Bolívia), a santa ainda não é canonizada pela Igreja Católica.

O Acre é o berço da doutrina do Santo Daime, manifestação religiosa criada na região amazônica, em 1930, por Raimundo Irineu Serra (Padrinho Irineu). Nos rituais são tocadas músicas, hinos e os adeptos dançam de uma forma constante e organizada, vestidos de branco. Os cultos podem chegar a 12 horas de duração, com algumas pausas para a ingestão do Daime.

Biodiversidade

A fauna e a flora são riquíssimas e podem ser apreciadas e admiradas em todos os 22 municípios acreanos.

Rio Croa

O Rio Croa, localizado em Cruzeiro do Sul, a 648 km da capital Rio Branco, guarda paisagens naturais de muita riqueza em fauna e flora. O rio de águas escuras, com características de lago, chama atenção por sua beleza.

O tapete verde é uma das principais atrações do local Foto: Neto Lucena/Secom

Ao longo do Rio Croa é fácil encontrar árvores centenárias, como a samaúma e a seringueira, além de vitórias-régias, que nas águas do Croa se proliferam e embelezam ainda mais o lugar, paradisíaco. Existem restaurantes e pousadas no local.

Parque Nacional da Serra do Divisor

É o quarto maior parque nacional brasileiro e é considerado também o local de maior biodiversidade da Amazônia. Criada em 1989, a unidade de conservação (UC) está situada na fronteira entre o Acre e o Peru, com território distribuído pelos municípios de Cruzeiro do SulMâncio LimaMarechal ThaumaturgoPorto Walter e Rodrigues Alves.

O Rio Moa é uma das principais atrações do parque, possui lindas cachoeiras e corredeiras, e é navegável por embarcações de pequeno porte durante o ano inteiro. Recentemente, foram descobertas cavernas no local. Populações indígenas e seringueiras habitam no local.

A Serra do Divisor é deslumbrante Foto: Arquivo Secom

O parque pode ser visitado, sem restrição, durante o ano todo.

Quer saber mais? Visite o site oficial do turismo no Acre: https://turistanoacre.ac.gov.br/

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INTERIOR

Feijó: jaguatirica é resgatada de galinheiro na BR-364

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Na manhã deste domingo, 26, a guarnição do 9° Batalhão foi acionada para realizar o resgate de uma Jaguatirica. O animal foi encontrado pelo solicitante em seu galinheiro, nas margens da BR-364, próximo a ponte sobre o Rio Envira.

A guarnição deslocou-se ao local indicado realizando em seguida o resgate do animal e o encaminhando até o IMAC – Instituto de Meio Ambiente do Acre que fará a soltura do mesmo em um local seguro.

As ocorrências para o resgate de animais estão ficando mais frequentes, os animais silvestres perdem o seu lugar de morada devido às queimadas e estão buscando abrigo nos quintais ou beiras de estrada. Porém, alguns conseguem se salvar, outros não.

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