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Para driblar a crise e superar o desemprego, mãe e filha inovam e criam farofa gourmet

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Gleydison Meireles

É na crise que surgem as melhores oportunidades de empreender! A frase motivacional usada para encorajar jovens empreendedores serve bem para ilustrar a história de Sebastiana Santos, 68, e Clarisse Santos, 32 anos, mãe e filha que em meio à crise causada pela pandemia da Covid-19 tiveram que se reinventar e encarar o desafio de criar o próprio negócio e melhorar a renda familiar.

Em meados de abril deste ano a vida de mãe e filha começou a mudar após a servidora pública, Dona Sebastiana, precisar realizar tratamento de saúde na cidade de Goiânia. A filha Clarisse, que trabalhava a pouco mais de três anos em uma clínica de estética, teve que acompanhar a mãe. O tratamento previsto para pouco mais de um mês foi prolongado, e durou cerca de 90 dias.

Ao retornar, Clarisse estava desempregada e precisava fazer algo para ajudar sua mãe nas despesas de casa. Foi então que surgiu a ideia de elaborar algo que fosse atrativo e ainda rendesse dinheiro.

Veja a entrevista que a jovem empreendedora concedeu ao AcreNews:

AcreNews – Como surgiu a ideia de empreender?

Clarisse – A ideia de empreender surgiu da necessidade. Há 4 meses fiquei desempregada e isso me deixou desnorteada, sem rumo e com medo, pois estamos em meio à uma crise sanitária por conta do coronavírus, centenas de milhares de pessoas perderam seus empregos nos dois últimos anos e isso me deixou muito preocupada. A princípio, a ideia era fazer algo obter uma renda extra até conseguir um novo trabalho na minha área de atuação, então surgiu a Acre Farofas.

AcreNews – O que vocês faziam antes da Acre Farofas?

Clarisse – A minha mãe é servidora pública e eu sou terapeuta corporal, mas já trabalhei em vários setores, já fui secretária, atendente em uma empresa terceirizada que prestava serviço para o Estado. Já fiz vários trabalhos.

AcreNews – Como nasceu a ideia de criar a Acre Farofas?

Clarice – Então, após ficar sem trabalho, minha mãe ainda fazendo tratamento médico, um dia eu estava conversando com minha amiga que reside no Mato Grosso do Sul e ele me deu a ideia de fazer algo no ramo da alimentação, e falou da farofa, pois ela faz algo do tipo lá onde mora. Conversei com a minha mãe e decidimos arriscar. Como temos a melhor farinha do Brasil, quiçá do mundo, foi farofa mesmo! (risos)

AcreNews – Vocês já imaginavam vender para fora do Acre ou em grandes comércios?

Clarisse – Não! Como disse, era para ser uma renda extra até retornar ao mercado de trabalho. A ideia inicial era vender para os amigos e vizinhos, aqui pelo bairro mesmo, daí um dia estava parada no estacionamento de um supermercado no bairro Floresta olhando para uma casa de carne que tem em frente e orando para que Deus abençoasse nosso esforço e que toda essa crise passasse, foi quando tive a ideia de falar com o proprietário da casa de carne que é bem conceituada na cidade, conversei com ele e fiz uma degustação ali, na hora, ele adorou e já pegou as farofas que tinha comigo e fez mais uma encomenda. Daí foi só benção!

AcreNews – Qual foi o investimento inicial?

Clarisse – De início investimos R$ 200,00, que foi para comprar uma saca de farinha de 50 kg e os ingredientes da farofa, não mais que isso.

AcreNews – Sabemos que o acreano é um apreciador de farinha, principalmente da farinha de Cruzeiro do Sul, e quais os sabores de farofa que vocês produzem?

Clarisse – Verdade! Sou acreana e louca por farinha e principalmente por farofa e por isso procuramos sempre usar produtos de excelente qualidade, a farinha de Cruzeiro, a melhor manteiga, os melhores ingredientes. Hoje nós temos seis sabores: o tradicional, alho, bacon, calabresa, banana e pimenta.

AcreNews – E qual é o sabor mais vendido, aquele que é o queridinho?

Clarisse – Ah! Sem dúvida é a farofa de banana. É a primeira na preferência dos nossos clientes, chegou e logo acaba!

AcreNews – Onde podemos encontrar as farofas da Acre Farofas?

Clarisse – Olha, temos nove pontos de vendas em Rio Branco que são na Malibu Carnes, a primeira que acolheu meu produto e me mostrou que estava no caminho certo, nas casas de carnes Rota do Boi das placas, do Manoel Julião, Estrada do Calafate, bairro Vitória, na Floresta e Antônio da Rocha Viana, casa de carne Boi Verde Mix, na Avenida Ceará, casa de carnes Rio Branco, no Aviário, e temos também um representante de Boca do Acre que vende nosso produto. Quem quiser também pode me procurar na rede social Instagram @acrefarofas e mandar uma mensagem que atenderemos com o maior prazer.

AcreNews – Para finalizar, qual a mensagem para aquelas pessoas que estão querendo empreender, mas ainda tem dúvidas e até medo?

Clarisse – Empreender é muito bom, ser dono do seu próprio negócio é muito gratificante, mas é preciso seguir algumas regras. Analisar o mercado e a aceitação do produto, pesquisar, procurar conversar com pessoas que já empreendem e também procurar entidades que possam ajudar muito como o Sebrae. No mais, é meter a cara e buscar seus sonhos.

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Unicef alerta: 69 crianças e adolescentes foram mortas de forma violenta no Acre

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Por Wanglézio Braga / Foto: Agência Brasil

O ano de 2020 foi um dos mais violentos para crianças e adolescentes no Acre. É o que aponta um levantamento inédito da Unicef e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Juntas, as instituições analisaram as ocorrências de boletins em 27 estados e traçaram um panorama da violência letal e sexual contra menores. O estudo foi divulgado hoje (22).

De acordo com o documento, entre 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes foram mortos de forma violenta no Brasil – uma média de 7 mil por ano. Além disso, de 2017 a 2020, 180 mil sofreram violência sexual – uma média de 45 mil por ano. Em 2020, 69 crianças e adolescentes de 0 a 19 anos foram mortos de forma violenta no Acre.

“A violência se dá de forma diferente de acordo com a idade da vítima. Crianças morrem, com frequência, em decorrência da violência doméstica, perpetrada por um agressor conhecido. O mesmo vale para a violência sexual contra elas, cometida dentro de casa, por pessoas próximas. Já os adolescentes morrem, majoritariamente, fora de casa, vítimas da violência armada urbana e do racismo”, diz o documento.

A maioria das vítimas de mortes violentas é adolescente. “Das 35 mil mortes violentas de pessoas até 19 anos identificadas entre 2016 e 2020, mais de 31 mil tinham entre 15 e 19 anos. A violência letal, nos estados com dados disponíveis para a série histórica, teve um pico entre 2016 e 2017, e vem caindo, voltando aos patamares dos anos anteriores. Ao mesmo tempo, o número de crianças de até 4 anos vítimas de violência letal aumenta, o que traz um sinal de alerta”, acrescentou.

Para os meninos, a faixa etária dos 10 aos 14 anos marca a transição da violência doméstica para a prevalência da violência urbana. Quando os adolescentes chegam à faixa etária de 15 a 19 anos, essa transição no perfil da violência letal está consolidada. As mortes violentas têm alvo específico: mais de 90% das vítimas são meninos, e 80% são negros. Em 2020, no total dos 27 Estados, 5.282 crianças e adolescentes de 15 a 19 anos foram mortos de forma violenta no Brasil. No Acre, em 2020, foram 60.

Para o representante da UNICEF no Brasil, Florecen Bauer, “a violência contra a criança acontece, principalmente, em casa. A violência contra adolescentes acontece na rua, com foco em meninos negros. Embora sejam fenômenos complementares e simultâneos, é crucial entendê-los também em suas diferenças, para desenhar políticas públicas efetivas de prevenção e resposta às violências”.

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Florestas do Acre vão ser monitoradas por drones: projeto oferta treinamento em Xapuri

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Por Wanglézio Braga / Foto: Reprodução

Uma capacitação promovida pela WWF-Brasil vai possibilitar o manuseio de drones para monitorar queimadas e desmatamento no Acre. A ação acontece entre os dias 25 e 28 de outubro. No último dia, as atividades vão ocorrer na Resex Chico Mendes, na região do Seringal Floresta.

Segundo a WWF-Brasil, o curso terá 20 participantes das associações AMOPREX, AMOPREAB, CPI, BPA-AC, MPAC, SEMA e SOS Amazônia. “As atividades são teóricas no sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras rurais de Xapuri e práticas na área do aeródromo dentro da cidade de Xapuri”, informou em comunicado a instituição.

A ação de doação de drones bem como a capacitação para uso desses equipamentos ocorre em pelo menos seis estados. Por meio de uma articulação, as atividades se concentram no Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Maranhão e Mato Grosso. Ao todo nove órgãos de governos estaduais e municipais participam das atividades juntamente com 24 organizações da sociedade civil, dentre elas ONGs, associações extrativistas e indígenas.

“Desde agosto de 2019, cerca de 70 mil pessoas foram beneficiadas diretamente e 3,7 milhões foram beneficiadas indiretamente por nossos projetos na Amazônia”, completa a WWF-Brasil.

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Rachadura em Avenida na parte alta de Rio Branco preocupa motoristas e pedestres

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Uma rachadura que já atingiu a faixa para pedestres e ciclistas na Avenida Antônio da Rocha Viana, vem preocupando motoristas. A fenda, que antes aparecia somente na margem da avenida, avançou e desnivelou quase meia pista.

A rachadura apareceu, segundo moradores, já a cerca de três meses e vem avançando. O trecho em questão fica no bairro Vila Nova, na parte alta da cidade.

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