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Sobe para 1.430 o número de mortos após terremotos na Venezuela

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Um prédio desabado é visto a partir do acampamento-base do Regimento de Treinamento e Intervenção da Segurança Civil Francesa (UIISC 7), no complexo Karting La Guaira, em Caraballeda (estado de La Guaira, Venezuela), em 27 de junho de 2026, enquanto a equipe auxilia nas operações de resgate após terremotos (MIGUEL MEDINA / POOL/AFP)

Quantas pessoas morreram nos terremotos na Venezuela?

Porta-voz do governo sobre a tragédia também relatou 3.238 feridos

Por Da Redação da Veja

O número de mortos no devastador terremoto duplo na Venezuela subiu
para 1.430, informou neste sábado, 27, o líder parlamentar Jorge Rodríguez,
um dos porta-vozes do governo sobre a tragédia.

Rodríguez, irmão da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez,
também relatou 3.238 feridos.

A contagem oficial anterior havia registrado 920 vítimas fatais.

O governo brasileiro enviou ajuda?
Kits de medicamentos e um módulo complementar para a instalação de um
hospital de campanha serão enviados pelo governo brasileiro à Venezuela na
tarde deste sábado, 27. É o terceiro voo humanitário da Força Aérea Brasileira
para o país, onde terremotos deixaram ao menos 920 mortos e mais de 3 mil
feridos.

A aeronave decola da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. Segundo o
governo, os medicamentos são voltados para atendimento em situações de
emergência e incluem itens essenciais, como antibióticos, analgésicos, antiinflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras.

Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil
medicamentos e insumos à Venezuela. Com os kits, cerca de 1.500 pessoas
podem receber atendimento durante um mês. As doações ao país vizinho não
comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS).

O primeiro voo enviado pelo Brasil para apoiar a resposta ao terremoto pousou
às 23h40 (horário de Brasília) de sexta-feira, 26, na Base Militar da Força
Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay, transportando médicos, cães
farejadores e equipamentos especializados. O segundo decolou na manhã
deste sábado da Base Aérea do Galeão, transportando um hospital de
campanha e purificadores de água.

As ações fazem parte do esforço humanitário internacional após a Venezuela
sofrer com os estragos do maior terremoto no país desde 1900. De acordo com
o boletim mais recente, além das vítimas fatais, há mais de 3 mil feridos, além
de 172 pessoas que ainda estão sob os escombros da destruição causada pelo
sismo.

Houve mais tremores no país?
Um novo terremoto de magnitude 4,9, segundo o Centro Sismológico EuroMediterrâneo, foi sentido nesta sexta-feira, 26, na costa norte da Venezuela,
dois dias depois que o país foi atingido por dois tremores devastadores. De
acordo com a agência Reuters, testemunhas afirmam ter sentido o novo
terremoto na capital Caracas e em Maracay.

Os dois tremores de quarta-feira, de magnitudes 7,2 e 7,5, deixaram quase mil
mortos e mais de 50 mil desaparecidos. Centenas de edifícios desabaram,
especialmente em La Guaira, uma cidade costeira vizinha a Caracas, onde a
população denuncia a escassa presença do governo nas operações de resgate.

“Aqui estamos revoltados, precisamos de ajuda. Há pessoas vivas e faltam
mãos e ferramentas”, disse Marlon Ochoa, sobrevivente do desabamento de
um edifício. “Estou procurando minha mãe, minha esposa e meu filho.”

O governo militarizou La Guaira e restringiu o acesso. As primeiras equipes
estrangeiras de socorro já começaram a atuar neste país em crise, com um
sistema de saúde colapsado e equipes de resgate precárias. Mas as operações
de salvamento avançam lentamente, e ainda há corpos visíveis sob os
escombros.

A população clama por ajuda à medida que o tempo passa e a possibilidade de
encontrar sobreviventes desaparece.

Familiares, vizinhos e voluntários fazem o que podem em meio à destruição,
mas precisam de maquinário especializado para cortar vergalhões de aço ou
remover grandes blocos.

(informações da AFP e Agência Brasil)

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