SAÚDE
Um novo amanhecer para o comandante José Baptista
Evandro, o Alexandre, ao me visitar aqui, fez a UTI cardíaca do Daher, aumentar os batimentos cardíacos.

AC News 24 — Brasília, Distrito Federal
Amanhece um domingo ensolarado no Planalto Central. Na UTI do Hospital Daher, no Lago Sul, em Brasília, o comandante José Baptista contempla a manhã de uma maneira diferente. Ontem, dois comandantes dos bistoris — os doutores Gustavo Alexim e Luis Mattos — assumiram os comandos de uma delicada missão e conduziram, com precisão, uma pequena aeronave de apenas 22 milímetros, chamada stent, até a pista mais importante daquele voo: a coronária do comandante Baptista. O pouso foi perfeito. A pista foi reaberta e, ao final da missão, os dois pilotos devolveram ao comandante aquilo que talvez seja o bem mais precioso de qualquer aviador: a autonomia para continuar decolando e voando pela vida por muitos e muitos anos.
Há apenas três meses, ele descobriu, quase como quem recebe um aviso inesperado da vida, que tinha 80% de obstrução em uma artéria coronária. A descoberta foi confirmada pelo cateterismo e, ontem, chegou o momento de enfrentar o problema de frente.
Sob o comando dos doutores Gustavo Alexim e Luis Mattos, uma angioplastia entrou em cena para cumprir uma missão decisiva: pousar, em uma das coronárias do comandante, uma pequena nave de 22 milímetros chamada stent.
Um stent farmacológico. Pequeno no tamanho, gigantesco no significado.
A missão foi cumprida.
Depois de uma noite de observação na UTI, José Baptista amanhece bem, cercado pelos cuidados da equipe médica e, sobretudo, por uma sensação difícil de traduzir em palavras: a de ter recebido da vida uma nova oportunidade.
Não se trata apenas de uma artéria que voltou a permitir melhor passagem do sangue.
Trata-se da percepção de que, às vezes, a vida nos oferece uma segunda largada sem sequer avisar que estamos diante da linha de chegada.
Aos 65 anos, depois de uma vida intensamente experimentada, de muitas histórias, caminhos percorridos, amizades construídas, desafios enfrentados e momentos compartilhados com familiares e amigos, o comandante José Baptista olha para este domingo como quem abre uma nova página.
E há algo particularmente simbólico nessa manhã.
Lá fora, Brasília amanhece sob o sol. E, no ar do Planalto Central, está o perfume dos ipês — essas árvores que parecem saber que a beleza também pode nascer depois de tempos difíceis.
É esse cheiro que José Baptista diz sentir hoje: o cheiro de uma nova vida.
Uma vida que não pretende apenas prolongar os anos, mas vivê-los melhor.
Com mais intensidade. Mais presença. Mais encontros. Mais viagens. Mais histórias para contar. E, principalmente, mais tempo ao lado daqueles que ama.
Aos amigos, irmãos e filhos, fica uma mensagem simples e profunda:
o comandante está de volta à cabine.
Ontem, dois pilotos abriram uma nova pista em seu coração.
Hoje, o comandante Baptista volta a olhar para o horizonte.
E há muitos destinos ainda por conhecer.
José Baptista sabe que ninguém recebe garantia sobre quantos anos ainda terá pela frente. Mas sabe também que existe uma diferença enorme entre simplesmente contar os anos e fazer com que cada ano conte.
E é isso que ele pretende fazer daqui para frente.
Com gratidão pela medicina, pelos doutores Gustavo Aleim e Luis Mattos, por toda a equipe que participou da missão, pelo Hospital Daher, pela família, pelos amigos e, acima de tudo, pela oportunidade de continuar vivendo, o comandante José Baptista amanhece este domingo com um propósito renovado:
viver muito bem os anos que ainda lhe pertencem.
E, quando sentir novamente o perfume dos ipês de Brasília, talvez se lembre de que aquele domingo, depois de uma noite na UTI, não foi apenas mais um dia.
Foi o dia em que uma nova rota foi aberta.
Foi o primeiro dia de uma nova vida.













