RAIMUNDO FERREIRA
Encerrada a Copa do Mundo, o colunista professor Raimundo Ferreira faz um ‘balanço’ sobre a ‘decepção da torcida’

A DECEPÇÃO DA TORCIDA
Pois é, acabamos de assistir à final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, com a Espanha sagrando-se campeã.
O ambiente reunia torcedores com preferências distintas. No entanto, era muito diferente da euforia que poderia existir se o Brasil estivesse disputando essa final.
Na nossa avaliação, foi como se estivesse acontecendo uma luta muito anunciada entre um tigre asiático e um leão africano. Nenhum dos dois animais faz parte da nossa fauna nem pertence ao nosso continente. Todavia, por alguma afinidade, algumas pessoas começam a admirar as características e o comportamento de um ou de outro, formando grupos simpáticos ao tigre e ao leão.
Foi dessa forma que assistimos à partida final da Copa do Mundo.
Não é que sejamos tão vulneráveis ou tão facilmente adaptáveis às situações que gostaríamos que fossem diferentes. Acontece que, sem que possamos influenciar os acontecimentos — ou melhor, sem que os responsáveis pela modalidade possam influenciar ou mudar as condições e as circunstâncias da forma como gostaríamos que fosse —, os resultados desfavoráveis já nos colocam em desvantagem diante das outras seleções.
Assim, é lamentável que um país que, em um passado não muito distante, foi referência no futebol mundial, hoje se encontre nessas condições, decepcionando sua torcida e obrigando os torcedores a assistir e, muitas vezes, até a torcer por outras seleções.
Essa realidade revela o quanto o futebol brasileiro perdeu o protagonismo que durante décadas o tornou motivo de orgulho nacional. Resta à torcida manter a esperança de que, no futuro, o Brasil volte a se destacar e se posicionar melhor em torneios mundiais.











