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Acre registra 20 focos de queimadas em junho e fica 59% abaixo da média histórica, aponta INPE

O Acre encerrou o mês de junho de 2026 com 20 focos de fogo ativo, número 58,8% inferior à média histórica de 48 registros para o período, segundo o Boletim Infoqueima, divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O estado também apresentou redução de 4,8% em relação a junho de 2025, quando haviam sido registrados 21 focos.
Os dados colocam o Acre entre os estados classificados como “moderadamente abaixo da média histórica”, com z-score de -1,04, indicando atividade de fogo inferior ao comportamento esperado para o mês.
No cenário nacional, o Programa Queimadas do INPE registrou 5.209 focos de fogo ativo em junho, volume 27% abaixo da média histórica (2010-2024) e 14% menor que os 6.060 focos contabilizados no mesmo mês de 2025.

Entre os estados, Mato Grosso liderou o número de ocorrências, com 1.440 focos, seguido por Tocantins (1.109) e Bahia (625). Apesar do maior volume absoluto nesses estados, as maiores anomalias positivas ocorreram em Alagoas, Espírito Santo, Bahia, Ceará e Pernambuco, onde os registros ficaram acima da média histórica para junho.
O boletim mostra ainda que o Cerrado concentrou 57,8% de todos os focos registrados no país, seguido pela Amazônia, com 26,2%. A Caatinga foi o único bioma a apresentar atividade moderadamente acima da média histórica para o mês.
Outra novidade da edição é o monitoramento específico de áreas de interesse territorial. Em junho, o INPE contabilizou 1.192 focos nessas áreas, o equivalente a 23% do total nacional. As Terras Indígenas concentraram 523 registros, seguidas pelas Unidades de Conservação estaduais (243), federais (232), assentamentos rurais (187) e comunidades quilombolas (7).
O levantamento também identificou 14.693 Eventos de Fogo em todo o país, com estimativa de 3,22 milhões de hectares atingidos. Embora apenas 12% dos eventos tenham sido classificados como incêndios, eles responderam por aproximadamente 44% da área total queimada.
Segundo o INPE, o Brasil Central concentrou as áreas de maior risco meteorológico de fogo durante junho, enquanto o Acre permaneceu entre os estados com atividade de queimadas abaixo do padrão histórico para o período.











