GERAL
Sheila Andrade, a Dark Horse que pode surpreender os medalhões no Acre em outubro

Com 61,3% de indecisos para deputado federal, técnica da saúde aparece no mesmo patamar dos favoritos e pode virar o jogo no quociente
Ela não está no topo das pesquisas. Mas aparece exatamente onde o jogo está aberto.
Na pesquisa espontânea do Instituto Perfil, feita entre 20 e 27 de agosto para deputado federal no Acre, *61,3% dos eleitores ainda estão indecisos*. Nesse cenário totalmente pulverizado, o nome de *Sheila Andrade* surge com 0,1% de lembrança espontânea – no mesmo bloco de medalhões como Eber Machado e Coronel Edvan.
Parece pouco em número. É enorme em significado: numa eleição onde ninguém passa de 3,5%, qualquer crescimento vira onda.
*QUEM É ELA*
– 53 anos, natural de Cruzeiro do Sul
– Graduada em Geografia pela UFAC, mestre em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Fiocruz
– Especialista em Gestão em Saúde Pública, Vigilância Ambiental e Gestão Ambiental
– Foi Gerente da central de demanda da SESACRE, coordenadora do PGRSS do Hospital de Tarauacá, Assessora da Secretaria Adjunta de Saúde e Secretária Municipal de Saúde de Rio Branco na gestão Tião Bocalom
– Em 2024, deixou o cargo para ser candidata a vereadora em Rio Branco: fez *2.723 votos* e ficou na suplência. Depois foi exonerada do cargo de assessora no gabinete do prefeito
*POR QUE DARK HORSE?*
*1. Capital técnico, não político.* Enquanto os medalhões disputam clãs, ela vem com discurso técnico de saúde pública – a área que o acreano coloca como prioridade número 1.
*2. Interior + capital.* Nascida no Juruá e com trabalho consolidado em Rio Branco, conhece todos os 22 municípios e a realidade dos mesmos, ela fura a bolha geográfica que prende muitos candidatos a uma só região.
*3. Eleitorado feminino.* Prêmio Mulher Destaque da Câmara de Rio Branco, escolhida pela população como a melhor secretaria de 2023 e atuação forte no Outubro Rosa dão a ela penetração no eleitorado feminino, que é maioria e está mais indeciso que a média.
*4. Janela dos 60% indecisos.* Só 3,7% dos eleitores já têm candidato certo para federal. Ou seja, 96,3% ainda estão em jogo. Nesse vácuo, uma candidatura leve, sem rejeição de grupo político grande, pode crescer no boca a boca dos postos de saúde.
*O CÁLCULO DO XEQUE-MATE*
Deputado federal no Acre se elege com 10 a 12 mil votos no quociente partidário.
Se Sheila Andrade repetir a votação que teve para vereadora em Rio Branco e conseguir transferir apenas 300 votos nos 21 municípios do interior – onde já trabalhou como gestora – ela bate 11 mil votos e belisca a última vaga.
É o perfil clássico de dark horse: ninguém aposta, todo mundo subestima, e quando abre a urna, surpreende.










