GERAL
Dados oficiais desmentem Alan Rick e mostram melhor resultado da história da educação no Acre

Enquanto candidato afirma que ensino público está “acabado”, Ideb registra crescimento em todas as etapas; investimentos superam R$ 822 milhões entre 2024 e 2026
A afirmação do candidato Alan Rick de que a educação pública estaria “acabada” no Acre é contrariada pelos dados oficiais do Ministério da Educação (MEC). Em 2025, o estado avançou nas três etapas avaliadas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e alcançou os melhores resultados de toda a série histórica, iniciada em 2005.
Entre 2023 e 2025, o Ideb do Acre passou de 5,8 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, subiu de 4,8 para 4,9. No ensino médio, avançou de 4,0 para 4,2.
Na rede pública, que reúne as escolas estaduais e municipais, também houve crescimento nas três etapas: de 5,7 para 6,2 nos anos iniciais; de 4,7 para 4,8 nos anos finais; e de 3,9 para 4,0 no ensino médio.
Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025 foram divulgados em 5 de agosto de 2026 pelo MEC e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Ideb varia de 0 a 10 e considera o desempenho dos estudantes nas avaliações e os indicadores de fluxo escolar.

A candidata Mailza tem afirmado que, apesar dos avanços históricos, não está satisfeita com os resultados porque a educação ainda merece investimentos para melhorar a qualidade do ensino e formar estudantes que saem preparados para o mercado de trabalho e para o ingresso à universidade. Pedagoga, Mailza foca na ampliação do ensino em tempo integral, na implementação de mais escolas cívico-militares e na valorização dos servidores para corrigir desigualdades dentro da rede.
Investimentos chegam às escolas e aos estudantes
Entre 2024 e 2026, o Acre investiu mais de R$ 822 milhões na educação básica, incluindo alfabetização, assistência estudantil, tecnologia, inclusão e valorização profissional. Outros R$ 230 milhões foram destinados, desde 2022, à construção, reforma e manutenção de escolas. No período, 68 unidades foram reformadas ou ampliadas, 20 construídas e 13 quadras esportivas entregues. A rede também passou a contar com 63 escolas de tempo integral.
Mais de 2.600 profissionais efetivos e cerca de 9 mil temporários foram contratados. Somente em 2026, o governo empossou 713 professores concursados e 737 profissionais da educação especial, além de aprovar 1.141 docentes em processo seletivo para atuação nos 22 municípios.
Na tecnologia, mais de 30 mil estudantes receberam tablets com chips de internet, em um investimento superior a R$ 35 milhões. A rede conta ainda com 60 laboratórios de informática, 265 salas equipadas, 646 unidades conectadas e 120 veículos destinados ao transporte escolar.
Os investimentos em alimentação escolar superaram R$ 240 milhões, e o Prato Extra contabilizou 310 mil estudantes atendidos ao longo do período. Uniformes e materiais escolares chegaram a 100% dos alunos da rede estadual, enquanto 162.705 atendimentos de saúde física e mental foram prestados a estudantes e familiares.
Na educação indígena, 6.533 estudantes foram atendidos, 101 professores formados e 70 unidades receberam internet via satélite. Na preparação para o ensino superior, o Estado ofertou 13.151 vagas em cursos preparatórios, enquanto o Pré-Enem Legal alcançou 15 mil estudantes.
Os números oficiais confrontam diretamente a declaração de Alan Rick. Longe de estar “acabada”, a educação do Acre alcançou em 2025 as maiores notas de sua história no Ideb e ampliou os investimentos em professores, alimentação, tecnologia, inclusão e infraestrutura escolar.













