POLÍCIA
Apreensão de 6 armas expõe desafio da investigação contra a violência doméstica
Seis armas de fogo que estavam sob posse legal de agressores foram apreendidas pelas unidades especializadas da Polícia Civil do Acre em 2025. O número representa 0,2% das 2.539 armas apreendidas nessa condição em todo o país, segundo o 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres.
Na Região Norte, foram apreendidas 81 armas de fogo que estavam legalmente em posse dos agressores. O Amazonas registrou 23 apreensões, Rondônia teve 20, o Pará 14, o Amapá 13, o Acre 6 e Tocantins 5. Roraima não registrou apreensões nessa categoria.
Em âmbito nacional, São Paulo concentrou 837 apreensões, o equivalente a 33% do total. Minas Gerais registrou 179, Paraná 151, Rio Grande do Sul 119 e Mato Grosso do Sul 111.
O levantamento trata especificamente das armas de fogo apreendidas que estavam sob posse legal do agressor. Portanto, o número não corresponde ao total de armas apreendidas pelas forças de segurança no estado.
O diagnóstico também revela uma dificuldade estrutural apontada pelas próprias unidades especializadas: a insuficiência de recursos para investigação foi indicada por 57% das unidades brasileiras como a principal carência.
A necessidade de viaturas apareceu em 46% das respostas, enquanto 40% das unidades apontaram falta de equipamentos de menor potencial ofensivo. Equipamentos de proteção foram mencionados por 20% e armas de fogo por 11%. A necessidade de embarcações apareceu em apenas 2% das respostas.
Na Região Norte, a insuficiência de recursos para investigação alcançou 61% das unidades, o maior percentual regional, empatado com o Sul. O índice ficou acima dos registrados no Sudeste, de 59%, no Centro-Oeste, de 56%, e no Nordeste, de 50%.
A necessidade de qualificação também aparece entre as prioridades apontadas pelas unidades. O atendimento policial às mulheres vítimas de violência doméstica foi citado por 83% delas como tema essencial para capacitação.
Na sequência aparecem o atendimento a grupos vulneráveis, mencionado por 74%; a Lei Maria da Penha, com 73%; e violência doméstica, de gênero ou geracional, também com 73%. A investigação de feminicídio foi apontada por 63%, crimes cibernéticos por 57%, inteligência policial por 52% e técnicas de investigação por 51%.
Os dados mostram que a estrutura de atendimento às mulheres envolve não apenas a retirada de armas potencialmente associadas à violência, mas também a necessidade de ampliar recursos para investigação e capacitação das equipes. No caso do Acre, as seis apreensões registradas em 2025 fazem parte desse cenário nacional e regional.











