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Rio Branco tem 7,68 km² de loteamentos vazios e é a 2ª capital da Amazônia Legal com maior área disponível para expansão

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Rio Branco possuía 7,68 km² de loteamentos vazios em 2022, a segunda maior extensão entre as nove capitais da Amazônia Legal. A capital acreana ficava atrás apenas de Boa Vista, que liderava com 8,28 km², segundo levantamento divulgado pelo Amazônia Urbana com base em dados do IBGE.

Conforme o Amazônia Urbana, loteamentos vazios são áreas já parceladas para ocupação urbana, mas que ainda não apresentam construções. Diferentemente das áreas urbanizadas consolidadas, esses espaços funcionam como um indicador do estoque territorial preparado para a expansão futura das cidades.

A distância entre Rio Branco e a primeira colocada era pequena. Boa Vista possuía somente 0,60 km² a mais de loteamentos vazios. A capital acreana também aparecia praticamente empatada com Palmas, terceira colocada, com 7,63 km² — apenas 0,05 km² abaixo de Rio Branco.

Os números colocam Rio Branco em situação bastante diferente da observada nas maiores capitais da Amazônia. Segundo os dados do IBGE apresentados pelo Amazônia Urbana, Manaus possuía 1,85 km² de loteamentos vazios, Belém, 1,78 km², e São Luís, somente 0,24 km².

Na comparação, Rio Branco tinha mais de quatro vezes a área de loteamentos vazios de Manaus e Belém. Em relação a São Luís, a extensão era 32 vezes maior.

Cuiabá aparece na quarta posição, com 6,76 km², seguida por Macapá, com 4,76 km², e Porto Velho, com 4,75 km². Dessa forma, Rio Branco possuía 0,92 km² a mais de loteamentos vazios que Cuiabá e quase 3 km² a mais que Porto Velho.

Somadas, as nove capitais tinham 43,73 km² de loteamentos vazios. Rio Branco concentrava aproximadamente 17,6% desse total, enquanto Boa Vista respondia por 18,9%. As duas cidades, juntas, reuniam mais de um terço das áreas dessa categoria entre as capitais da Amazônia Legal.

Conforme explica o IBGE no levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil 2022, a categoria “Loteamento Vazio” identifica parcelamentos do solo com arruamento implantado, mas ainda sem ocupação por edificações, permitindo acompanhar espaços destinados à expansão urbana.

Os números indicam, portanto, que Rio Branco tinha em 2022 um dos maiores estoques de áreas já parceladas e ainda não edificadas entre as capitais amazônicas. Segundo a análise do Amazônia Urbana, esse cenário contrasta com capitais de urbanização mais consolidada, como Manaus, Belém e São Luís, onde a extensão de loteamentos vazios era significativamente menor.

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