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POLÍTICA

Em 2022, Bolsonaro venceu em 18 dos 22 municípios do Acre; Lula ganhou em quatro

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A menos de 40 dias das Eleições Gerais de 2026, o resultado da última disputa presidencial ajuda a desenhar o ponto de partida político do Acre. No segundo turno de 2022, Jair Bolsonaro (PL) obteve 70,30% dos votos válidos no estado, contra 29,70% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo os dados oficiais da Justiça Eleitoral.
O mapa divulgado pelo perfil Mapinha do Mundo, elaborado a partir dos resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra uma vantagem territorial igualmente ampla: Bolsonaro venceu em 18 dos 22 municípios acreanos, o equivalente a 81,8% das cidades. Lula ficou na frente em quatro, ou 18,2%.
A diferença estadual foi de 40,6 pontos percentuais. Em outras palavras, a cada dez votos válidos dados aos dois candidatos no Acre, aproximadamente sete foram para Bolsonaro e três para Lula.
O desempenho acreano ficou muito distante do resultado nacional. Lula venceu a eleição de 2022 no país, enquanto o Acre permaneceu entre os estados de votação mais expressiva para Bolsonaro. Os dados detalhados da eleição por município e zona estão disponíveis na base oficial de resultados do TSE.
O mapa também evidencia que a vantagem de Bolsonaro alcançou os dois maiores centros eleitorais do estado, Rio Branco e Cruzeiro do Sul. As vitórias de Lula ficaram concentradas em uma parcela menor do território acreano.
O cenário de 2022, entretanto, funciona apenas como fotografia da eleição anterior. Quatro anos depois, o Acre chega à disputa de 2026 com novos candidatos, alianças e circunstâncias políticas, e o comportamento municipal da última eleição não determina a votação de outubro.
Há ainda uma peculiaridade importante para o eleitor acreano: por causa da diferença de fuso e da adoção do horário nacional unificado pela Justiça Eleitoral, em 2022 a votação no Acre ocorreu das 6h às 15h no horário local.
Com 18 municípios vencidos por Bolsonaro e quatro por Lula, o mapa de 2022 deixa uma pergunta para a eleição que se aproxima: quanto dessa geografia eleitoral permanecerá de pé em 2026?

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