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Onda conservadora nas urnas enfraquece candidaturas ligadas às grandes igrejas evangélicas, aponta análise

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As Eleições 2026 redesenharam o cenário político entre as principais denominações evangélicas do país. Segundo análise do jornalista Demétrio Vecchioli, publicada pelo Metrópoles, candidatos oficialmente apoiados por grandes igrejas sofreram derrotas expressivas, enquanto cresceram as candidaturas identificadas com o campo conservador e o bolsonarismo, mesmo sem vínculo institucional com essas denominações. (Metrópoles)

Um dos casos de maior repercussão envolveu a Igreja Internacional da Graça de Deus, liderada pelo missionário R. R. Soares. Pela primeira vez em anos, a família do líder religioso deixou de manter a representação política que possuía.

Os filhos de R. R. Soares que disputaram as eleições foram:

  • David RR Soares, candidato à reeleição para deputado federal por São Paulo, não conseguiu renovar o mandato.
  • Daniel Soares, candidato a deputado federal por São Paulo, também ficou fora da Câmara dos Deputados.
  • Marcos RR Soares, que buscava a reeleição como deputado federal pelo Rio de Janeiro, terminou como suplente.
  • Felipe RR Soares, candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro, também ficou na suplência.
  • André RR Soares integrou como suplente a chapa de Marcelo Crivella ao Senado, mas a candidatura não foi eleita. (Metrópoles)

Outra denominação que registrou perdas significativas foi a Assembleia de Deus do Brás (AD Brás/Ministério de Madureira), presidida pelo pastor Samuel Ferreira. A expectativa da igreja era eleger quatro parlamentares em São Paulo, porém nenhum deles conquistou mandato.

Entre os candidatos apoiados estavam:

  • Cezinha de Madureira (PL-SP), deputado federal que tentava a reeleição. Recebeu 60.596 votos, terminou na 21ª colocação entre os candidatos do PL em São Paulo e ficou como segundo suplente da legenda.
  • Oseias de Madureira, candidato a deputado estadual, não conseguiu se eleger.
  • Rogério de Madureira, candidato a deputado federal, também ficou fora da Câmara.
  • Elias de Madureira, candidato a deputado estadual, não conquistou vaga na Assembleia Legislativa paulista.
  • Pastora Sanda Alves, apoiada pelo ministério para deputada federal, terminou como suplente da Federação União Progressista. (Metrópoles)

A análise também destaca outras lideranças evangélicas que não obtiveram êxito nas urnas.

A deputada estadual Edna Macedo, irmã do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, não conseguiu a reeleição em São Paulo. No Amazonas, o deputado federal Silas Câmara, um dos principais representantes da Assembleia de Deus no Congresso Nacional, terminou como suplente. Também ficaram fora das vagas Fran Bayer, no Rio Grande do Sul, e os candidatos Lucas Flores e Suéli Gonçalves, ligados à Igreja do Evangelho Quadrangular em São Paulo. (Metrópoles)

De acordo com Demétrio Vecchioli, o resultado indica uma mudança no comportamento do eleitorado evangélico. Em vez de seguir majoritariamente os candidatos oficialmente indicados pelas denominações, muitos eleitores optaram por nomes alinhados ao movimento conservador e ao bolsonarismo, ainda que esses candidatos não representassem institucionalmente as igrejas. (Metrópoles)

Para analistas, o resultado das urnas representa uma reconfiguração da influência política das grandes igrejas evangélicas e poderá impactar a estratégia dessas instituições nas próximas disputas eleitorais, tanto na escolha de candidatos quanto na mobilização de seus fiéis. (Metrópoles)

Fonte: Metrópoles.

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