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Desmatamento cai mais de 20% e Acre registra a menor redução entre os que conseguiram diminuir a derrubada na Amazônia

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O desmatamento no Acre caiu de 324 para 252 quilômetros quadrados entre agosto de 2025 e julho de 2026, uma redução de 22,2%, segundo os novos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira (16) pelo governo federal. A diminuição representa 72 quilômetros quadrados de floresta preservados em comparação com o período anterior, equivalentes a 7,2 mil hectares.
Apesar da queda, o Acre apresentou a menor redução percentual entre os oito estados da Amazônia Legal que conseguiram diminuir o desmatamento. O resultado também ficou abaixo da média regional, que registrou recuo de 41,8%.
Na classificação por área desmatada, o Acre aparece na quinta posição entre os nove estados da Amazônia Legal. O Pará liderou, com 1.130 quilômetros quadrados, seguido por Mato Grosso, com 849, Amazonas, com 525, e Roraima, com 286 quilômetros quadrados.
O Acre registrou 252 quilômetros quadrados, ficando à frente de Rondônia, com 149; Maranhão, com 128; Amapá, com oito; e Tocantins, também com oito quilômetros quadrados.
A participação acreana no desmatamento total da Amazônia Legal chegou a aproximadamente 7,6%. No período anterior, quando o estado registrou 324 quilômetros quadrados de um total regional de 5.731, essa participação era de 5,7%.
Isso significa que, embora tenha reduzido a área desmatada, o Acre passou a representar uma parcela maior do desmatamento amazônico. O aumento foi de aproximadamente 1,9 ponto percentual.
A comparação com os estados vizinhos mostra diferenças importantes. Rondônia reduziu o desmatamento em 34,9%, passando de 229 para 149 quilômetros quadrados. No Amazonas, a queda chegou a 46,4%, com redução de 979 para 525 quilômetros quadrados.
O Acre teve, portanto, uma redução proporcional 12,7 pontos percentuais inferior à de Rondônia e 24,2 pontos abaixo da registrada no Amazonas.
Entre os estados amazônicos, apenas Roraima apresentou aumento. A área desmatada passou de 285 para 286 quilômetros quadrados, crescimento de 0,4%.
O maior recuo percentual ocorreu no Tocantins, com queda de 73,3%, seguido pelo Amapá, com 52,9%, Mato Grosso, com 46,7%, Amazonas, com 46,4%, e Pará, com 45,3%.
Em toda a Amazônia Legal, o desmatamento caiu de 5.731 para 3.335 quilômetros quadrados, uma redução de 2.396 quilômetros quadrados. O resultado representa a menor taxa da série histórica iniciada em 1988.
A área desmatada no Acre corresponde a aproximadamente 25.200 hectares. Distribuída pelos 365 dias do período analisado, representa uma média de 69 hectares por dia, ou cerca de 2,9 hectares por hora.
Essa média é apenas uma forma de dimensionar o total anual, não significando que a derrubada tenha ocorrido de maneira uniforme durante todos os dias.
Os números fazem parte do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), utilizado pelo Inpe para calcular a taxa oficial de desmatamento.
O levantamento divulgado nesta sexta-feira é uma estimativa baseada em imagens prioritárias de satélite. A taxa consolidada, calculada a partir do conjunto completo de imagens, será apresentada no primeiro semestre de 2027.
Os dados do Prodes também não devem ser confundidos com os alertas do sistema Deter, utilizados para orientar ações de fiscalização. Enquanto o Deter acompanha ocorrências em períodos mais curtos, o Prodes calcula a área anual de supressão da vegetação.
No Acre, o resultado de 2026 confirma uma redução da derrubada de floresta no período anual, mas também revela que o estado avançou em ritmo inferior ao observado na maior parte da Amazônia Legal.

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