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Novo mapa do IBGE revela características do relevo acreano e muda classificação do território brasileiro

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O Acre aparece predominantemente classificado como área de superfícies rebaixadas no novo Mapa dos Macrocompartimentos de Relevo do Brasil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 29 de outubro de 2026. O levantamento estabelece cinco grandes categorias para representar o relevo nacional e incorpora mudanças na maneira de identificar e organizar as formas do terreno.
A nova classificação é resultado do trabalho colaborativo de pesquisadores de diferentes instituições brasileiras, reunidos no Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo (SBCR). O objetivo é estabelecer critérios científicos padronizados para a representação das características geomorfológicas do território nacional.
No mapa, o Acre está inserido principalmente na extensa faixa amazônica identificada como superfície rebaixada, representada pela cor bege. Essa categoria substitui, no primeiro nível da nova classificação, a denominação de depressões, tradicionalmente utilizada em mapas escolares e estudos geográficos.
As superfícies rebaixadas correspondem a terrenos situados em níveis relativamente inferiores aos compartimentos de relevo vizinhos. A classificação não significa necessariamente que essas áreas estejam abaixo do nível do mar, mas considera sua posição e suas características em relação às demais formas do terreno.
O novo sistema reconhece cinco categorias principais: superfícies rebaixadas, planaltos, planícies, tabuleiros e montanhas. Uma das mudanças mais importantes é a inclusão das montanhas como categoria própria, distinguindo-as de outras elevações anteriormente agrupadas em classificações mais abrangentes.
No Acre, a representação cartográfica também permite identificar faixas de planícies associadas à rede hidrográfica. Essas áreas estão relacionadas aos terrenos de menor declividade, sujeitos à dinâmica de deposição de sedimentos dos rios amazônicos.
A configuração do relevo tem relação com a distribuição dos rios, os processos de erosão, a formação dos solos e a ocupação territorial. As informações geomorfológicas são utilizadas em estudos ambientais, planejamento urbano, infraestrutura e identificação de áreas suscetíveis a processos naturais.
Segundo o IBGE, o novo mapa corresponde ao primeiro nível taxonômico do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo, concebido para organizar as grandes formas do terreno em uma estrutura hierárquica. A publicação foi programada oficialmente para 29 de outubro de 2026.
O material divulgado não apresenta, na imagem consultada, os percentuais ou a extensão em quilômetros quadrados de cada categoria no Acre. Por isso, não é possível quantificar a participação das superfícies rebaixadas e das planícies no território estadual apenas com base nessa representação.

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