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Novembro terá mais de 200 milímetros de chuva no Acre, com redução do calor durante o dia

O Acre deverá registrar aumento das chuvas, redução do calor durante o dia e noites mais quentes ao longo de novembro de 2026. A previsão é do pesquisador meteorológico Davi Friale, publicada no portal O Tempo Aqui em 31 de outubro, com base na análise das condições atmosféricas e oceânicas e em registros meteorológicos dos últimos 60 anos.
De acordo com o levantamento, todas as microrregiões acreanas apresentam, historicamente, acumulados de chuva superiores a 200 milímetros em novembro. Em Rio Branco, a média mensal chega a 208,8 milímetros, contra 144 milímetros em outubro, crescimento de 45%. O número médio de dias chuvosos aumenta de 10 para 13.
Em Cruzeiro do Sul, a precipitação média passa de 191 milímetros em outubro para 222,2 milímetros em novembro, elevação de 16,3%. A quantidade de dias com chuva também aumenta, passando de 13 para 15.
Tarauacá apresenta o maior volume médio entre as cidades analisadas, com 253,4 milímetros, diante dos 181,6 milímetros registrados climatologicamente em outubro. A diferença representa crescimento de 39,5%. O número de dias chuvosos passa de 14 para 15.
Em Epitaciolândia, a média histórica de novembro é de 205,3 milímetros, contra 147,4 milímetros em outubro, aumento de 39,3%.
Segundo Friale, o aumento da umidade relativa do ar provoca mudanças no comportamento das temperaturas. Durante o dia, o calor tende a diminuir, enquanto as noites ficam ligeiramente mais quentes. Com isso, a diferença entre as temperaturas máximas e mínimas se reduz.
Apesar da predominância de condições típicas da estação chuvosa, novembro também pode apresentar incursões de massas de ar polar, capazes de provocar quedas moderadas de temperatura. Nos registros históricos citados pelo pesquisador, as menores temperaturas observadas no mês foram de 13,6°C em Rio Branco e 16,1°C em Tarauacá.
Outro fenômeno característico do período é a ocorrência de chuvas intensas em intervalos relativamente curtos. Em Rio Branco, o maior acumulado de novembro em 24 horas chegou a 134 milímetros, em 2015. Em Cruzeiro do Sul, o recorde citado é de 120 milímetros, registrado em 1943.
Para novembro de 2026, a avaliação de Friale indica que tanto as temperaturas quanto os volumes de chuva deverão permanecer próximos dos padrões históricos, sem desvios significativos.
Isso não significa ausência de episódios de tempo severo. A previsão admite chuvas fortes acompanhadas de descargas elétricas e ventanias, além de incursões de ar polar, ainda que de fraca intensidade.
Os dados históricos de precipitação utilizados no levantamento são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A projeção para novembro de 2026 foi elaborada por Davi Friale e publicada no portal O Tempo Aqui, em 31 de outubro.









