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Emissões de gases de efeito estufa caem 10,9% no Acre, mas ainda somam 44,96 milhões de toneladas

O Acre registrou a emissão bruta de 44,96 milhões de toneladas de gases de efeito estufa em 2024, uma redução de 10,9% em relação às 50,44 milhões de toneladas contabilizadas em 2023. Os números são do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), iniciativa do Observatório do Clima, e foram obtidos a partir das planilhas municipais da série histórica de 1970 a 2024.
A diferença entre os dois anos foi de aproximadamente 5,48 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e), unidade utilizada para comparar o impacto climático de diferentes gases.
A redução foi determinada principalmente pelo comportamento das emissões associadas à mudança de uso da terra e das florestas. Esse setor passou de 39,89 milhões de toneladas em 2023 para 33,84 milhões em 2024, uma queda de 15,2%.
O resultado contrasta com o desempenho de outras atividades econômicas. As emissões da agropecuária aumentaram de 9,43 milhões para 9,94 milhões de toneladas, crescimento de 5,4%. No setor de energia, houve avanço de 805 mil para 843 mil toneladas, enquanto os resíduos passaram de 317 mil para 336 mil toneladas.
A mudança de uso da terra permaneceu como a principal fonte de emissões acreanas, respondendo por 75,3% do total estadual em 2024. A agropecuária representou 22,1%, seguida pela energia, com 1,9%, e pelos resíduos, com aproximadamente 0,7%.
A participação conjunta da mudança de uso da terra e da agropecuária alcançou 97,4% das emissões brutas do Acre, demonstrando o peso das transformações da cobertura vegetal e das atividades rurais no balanço climático estadual.
A redução das emissões não significa necessariamente uma diminuição equivalente das concentrações de gases na atmosfera. O levantamento considera estimativas anuais de atividades emissoras, e o resultado bruto não desconta as remoções de carbono realizadas pela vegetação.
Os cálculos desta reportagem utilizam a metodologia GWP-AR6, baseada nos potenciais de aquecimento global do Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), e consideram exclusivamente os registros classificados como emissões.
Fonte: Observatório do Clima, SEEG, planilhas municipais do Acre, série histórica de 1970 a 2024, metodologia GWP-AR6.









