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Acre alcança 62,5% de oferta de pescado nas escolas e lidera avanço no Programa Nacional de Alimentação Escolar

O Acre aparece entre os estados com maior presença de pescado na merenda escolar do país, com 62,5% de oferta regular, segundo levantamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. O dado reforça o peso da produção local e da cultura alimentar na rede pública, especialmente em regiões onde a pesca artesanal é base econômica e social.
A inclusão do pescado ocorre no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar, que integra planejamento nutricional, preparo nas escolas e adaptação aos hábitos regionais. A pesquisa, feita em novembro de 2025 com mais de 2,3 mil profissionais, indica que o Norte concentra os maiores percentuais, puxados por estados como Acre, Rondônia (60,5%) e Amapá (50%).
Apesar do desempenho regional, o estudo revela desigualdades na oferta. Entre nutricionistas, 64% afirmam que o pescado ainda não é servido regularmente nas escolas sob sua responsabilidade. Entre merendeiras, o índice é menor, de 46%, sugerindo diferença de percepção entre planejamento e execução da alimentação escolar.
Os entraves para ampliar o consumo passam por fatores operacionais e culturais. O risco de espinhas é citado por 54% das merendeiras, enquanto nutricionistas apontam esse fator e o custo do produto, ambos com 50%. A ausência de hábito alimentar também aparece como barreira relevante, além de limitações na oferta de fornecedores e na estrutura das cozinhas.
Mesmo com desafios, o pescado já tem presença consolidada. Tilápia, sardinha e atum lideram os cardápios, principalmente em formato de filé e preparo assado. Já alternativas como hambúrguer e almôndega de peixe ainda são pouco utilizadas — 67% das merendeiras e 56% dos nutricionistas dizem não adotar essas opções.
O levantamento, conduzido pelo FNDE em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Pesca e Aquicultura, aponta que a merenda escolar se consolida como vetor de política pública. No Acre, os 62,5% indicam não apenas adesão alimentar, mas integração entre produção regional e segurança alimentar nas escolas.













