POLÍCIA
Suspeito da “Chacina da Transacreana” volta a ser interrogado pela Polícia Civil

Um detento suspeito de envolvimento na chamada “Chacina da Transacreana” voltou a ser interrogado na sede da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, em Rio Branco. O novo depoimento foi solicitado pelo Ministério Público do Acre (MPAC) como parte das investigações que ainda buscam esclarecer pontos do crime.
O caso, que chocou a população acreana, completa seis anos e cinco meses. O detento Francisco Elias da Silva, que já se encontra preso por outro crime, foi conduzido até a Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) na manhã desta quinta-feira por agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O interrogatório ocorreu a portas fechadas e teve como objetivo aprofundar detalhes ainda não totalmente esclarecidos sobre a ação criminosa.
A chacina aconteceu na noite do dia 18 de janeiro de 2020, em um bar localizado no quilômetro 100 da Estrada Transacreana. Segundo informações da polícia, as vítimas estavam no local quando criminosos chegaram em uma caminhonete. Ao descerem do veículo, os suspeitos efetuaram diversos disparos contra as pessoas que estavam no estabelecimento.
Seis pessoas morreram no ataque: Leonardo de Lima Maia, de 32 anos; Wilson Macedo Brito, de 34; João Victor Gomes de Oliveira, de 16; Marcos Lázaro Gomes de Almeida, de 35; Moisés Andrade da Silva, de 42 anos; e Rosaldo Barroso de Freitas.
Na época, as investigações apontaram que o crime teria relação com a disputa entre organizações criminosas na região.
O processo segue em sigilo de Justiça. Além de Francisco Elias da Silva, outros suspeitos de participação na chacina também permanecem presos.












