GERAL
Em artigo, professor-doutor Antônio Furtado faz uma viagem sobre pensar grande ou pequeno

Pensar Grande
É um grande mote: “ PENSAR GRANDE “. E dá o mesmo trabalho que “PENSAR PEQUENO”.
Sendo que, em ocorrendo o primeiro ( planejamento/sonho), “Resolve” é, no segundo caso, talvez, possa “Remediar” o problema atacado.
Tanto no contexto Pessoal quanto no estatal. A vida não faz distinção.
Cá, entre nós, no estado brasileiro, os planejamentos são do GOVERNO, não são Planejamentos de ESTADO.
Assim, no entra sai dos governos, obras do governo anterior são abandonadas. Começam-se outras. Um “lugar comum”.
Mas a Sociedade não se mobiliza. E o resultado é, hoje, sem adentrar no mérito, se ter algo em torno de 40 mil ( 40.000) obras públicas paralisadas/abandonadas. Debitam-se, sempre, a governos antecessores a mazela. Ninguém quer criar os “filhos dos outros”.
Um grande desperdício de recursos públicos e, não raro, até empreendimentos essenciais à melhoria de vida dos cidadãos, ficam “às moscas”.
Há muitas obras que, não sendo Planejamento do Governo – mas Planejamento de ESTADO -, que nos demonstram a urgente necessidade de normalização ( via regra legal) para coibir tais procedimentos administrativos, decisões inapropriadas.
Sem inibir a discricionariedade administrativa dos governantes de plantão, mas obrigar – que algumas metas/propósitos estatais – sejam continuadas e conclusas. Um Projeto de Pais. Um objetivo estratégico baseado na consolidação e melhoria dos produtos entregues à sociedade. Com fortalecimento das infraestruturas e massificação do espírito nacionalista. Papo reto.
Cito, como exemplo, dentre outros, a Represa BILLINGS (SP), que completou 100 anos de inauguração – nesse 26.03.2025. Obra que orgulha seus mentores, descendentes sucessores administrativos e a comunidade local.
Proposta de aproveitamento hidroelétrico das águas dos rios Tietê e Pinheiro e o seus desníveis com a Serra do Mar.
Implementação, a pedido do Governo de São Paulo, dos Projetos dos americanos, Eng. Asa White K. BILLINGS e do Advogado e Eng. Henry BORDEN. Executado via Empresa Ligth – Concessionária de Eletricidade, à época.
Eles e uma Equipe de Profissionais de alto gabarito, levaram a cabo este importante empreendimento público.
Onde tiveram seus nomes referendados na Represa BILLINGS e na Hidrelétrica BORDEN. Obras que estão a servir e ajudar no desenvolvimento do estado de São Paulo, faz 100 anos. Um dos grandes mananciais de Reservação de Superfície para fins de Saneamento Básico ( aproveitamento de água potável) da América Latina.
Inundando área de 106,6 Km2. Antropizando 127 Km2. Com 995 milhões e 476,56 milhões de metros cúbicos, de reservação e aproveitamento, BILLINGS e BORDEN, respectivamente.
Atendem a 11% da população de São Paulo.
Beleza de exemplo: PENSAR GRANDE – idealizado em 1925.
Mas há diversos exemplos de que o Planejamento de ESTADO é exitoso, como: Rodoviária do Tietê (1982), Itaipu Binacional(1984), Zona Franca de Manaus(1967), Rodoanel- Eng. Mário Covas( 2002/2026) e vai por aí!…
Aqui, no nosso Acre, temos uma atipicidade hídrica. De Julho/Outubro é a janela do verão. Viramos “SERTÃO”!
As propriedades rurais que não possuem açudes passam muitas dificuldades para manter ser animais. Não há água. Os igarapés secam. Escassa água no subsolo.
O abastecimento da cidade de Rio Branco ( cerca de 400 mil pessoas) quase racionado.
Minha experiência como Presidente da Cia de Saneamento estadual – SANACRE, mostrou as inusitadas manobras de rede que se precisava fazer para atender o abastecimento da Capital.
Já, em contraste, no inverno amazônico (novembro/abril)- o principal manancial hídrico – o Rio Acre, tem nível que chega à cota de
15,00m ( quinze metros). Quando, no verão, baixa ao nível de 1,60m( metro e sessenta ). Oscilação da lâmina d’água em torno de 14,00m. Tudo em números redondos. Somos mais DRENO do que Rio!..6
E isso não é SAZONAL, é mesmo ANUAL, é RECORRENTE!
Todos os anos temos a repetição deste evento. O que estamos
a viver, agora!
Hora de fazer PLANEJAMENTO de ESTADO …para enfrentar tal ocorrência natural.
Por que ainda não cuidamos da REGULAÇÃO de VASÃO do Rio Acre?
Algo, técnico e hidrologicamente , exequível. E a custo muito moderado, se considerar EVTEA – Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, pela ótica local.
Tratando o empreendimento como de grande alcance social, retorno econômico e respeito à natureza, assegurados.
De uma única vez, com sustentabilidade, a regularização de vazão do Rio Acre( sugestão: 02( duas) Eclusas – no Rio Acre e 01(um) Barramento – no Riozinho do Rola), se resolve três grandes problemas que nos afligem.
Sendo: Viabiliza-se o regular abastecimento de água, cria-se novo modal de transporte, no Rio Acre e, ao tempo que se reduzirão, drasticamente , os desbarrancamentos ao longo do rios desta bacia hidrográfica. A variação rápida do nível dos rios é a principal causa. Já sabido de todos!
Imagino ao custo de R$ 800 milhões. O que é NADA ao estado brasileiro, para um membro federado com estas essenciais necessidades.
Veja-se que, na BR 364/AC, já estão investidos próximos de R$ 2 bilhões. Sem o resultado esperado . Tudo por conta de “PENSAR PEQUENO”( Planejamento do Governo) não se obteve o final buscando: Rodovia Federal, com qualidade de BR.
Temos muitas cabeças brilhantes, aqui. Sem precisar buscar fora para estas obras. Embora não seja dispensável a participação de quem queira ajudar, mas é fato: PODEMOS FAZER!…
Basta PENSAR GRANDE!…
Autor: Antonio de Lima Furtado
Matemático, Engenheiro Civil e Sanitário, Advogado, Mestrado em Desenv. Regional e Meio Ambiente,
Especialista em Saneamento Básico (UFSCar) e
Acreano de Feijó/AC
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