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Acre ocupa 9ª posição nacional entre os estados com menor desigualdade de renda do trabalho

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O Acre aparece na nona posição entre as 27 unidades da Federação com menor desigualdade de renda proveniente do trabalho, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) na quinta-feira (22). O resultado coloca o estado entre os dez melhores classificados do país nesse indicador, à frente de outras 18 unidades federativas.

O levantamento utiliza o Índice de Gini, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir dos rendimentos mensais do trabalho das pessoas ocupadas com 14 anos ou mais. O indicador mede a concentração de renda em uma escala de zero a um, na qual valores próximos de zero representam menor desigualdade e aqueles próximos de um indicam maior concentração.

A nona colocação significa que o Acre integra o grupo correspondente ao primeiro terço das unidades federativas com menor desigualdade de rendimentos do trabalho. O resultado, entretanto, não significa necessariamente que os trabalhadores acreanos recebam salários mais elevados, uma vez que o Índice de Gini mede a distribuição dos rendimentos, e não o valor médio da remuneração.

O indicador faz parte do pilar Sustentabilidade Social, responsável por 11,3% da pontuação geral do Ranking de Competitividade dos Estados. Esse conjunto reúne 16 indicadores destinados a avaliar diferentes aspectos das condições sociais da população.

O desempenho acreano nesse componente não corresponde, portanto, à posição geral do estado no ranking de competitividade, que considera outros fatores econômicos, sociais, institucionais e administrativos.

A metodologia também estabelece uma distinção importante: o índice utilizado considera os rendimentos provenientes do trabalho das pessoas ocupadas, não abrangendo necessariamente todas as fontes de renda das famílias, como aposentadorias, pensões, benefícios assistenciais e rendimentos de outras origens.

Por essa razão, a classificação não pode ser interpretada como uma medida completa da desigualdade econômica existente no estado. O resultado também não permite concluir, isoladamente, que houve redução da concentração de renda em relação a anos anteriores, já que a informação divulgada não apresenta a evolução histórica do indicador.

A governadora Mailza Assis (PP) atribuiu o desempenho às iniciativas de estímulo ao desenvolvimento econômico, à geração de empregos e ao fortalecimento do setor produtivo. Segundo ela, a ampliação das oportunidades de trabalho e renda constitui uma das prioridades da administração estadual.

“Reduzir as desigualdades é um dos maiores desafios da gestão pública, e esse resultado demonstra que estamos avançando na construção de um estado mais justo e com mais oportunidades para todos. Temos trabalhado para criar um ambiente favorável aos investimentos, simplificando processos, incentivando o empreendedorismo e fortalecendo as parcerias com a iniciativa privada”, afirmou.

A governadora também destacou a utilização de indicadores econômicos e sociais no planejamento das políticas públicas, especialmente nas áreas de qualificação profissional, empreendedorismo e inclusão produtiva.

O Ranking de Competitividade dos Estados é publicado anualmente pelo Centro de Liderança Pública desde 2011 e conta com pesquisa técnica da Tendências Consultoria. A classificação abrange as 26 unidades estaduais e o Distrito Federal.

A divulgação apresentada pelo governo acreano informa a nona colocação nacional, mas não especifica o valor exato do Índice de Gini registrado pelo Acre, a distância em relação aos demais estados nem a variação do indicador em comparação com a edição anterior.

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