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Acre tem PIB de R$ 26 bilhões e aposta em vocações estratégicas para acelerar crescimento econômico

Com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 26 bilhões, o Acre figura entre as menores economias do país em valores absolutos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes a 2023. Apesar disso, especialistas apontam que o estado possui potencial de crescimento em áreas estratégicas como bioeconomia, comércio internacional, agronegócio sustentável e serviços, setores que vêm ganhando espaço na economia regional.
O levantamento divulgado pelo IBGE mostra que o Acre ocupa a segunda posição entre os menores PIBs estaduais do Brasil, à frente apenas de Roraima, que registrou R$ 25 bilhões. O Amapá aparece logo acima, com R$ 28 bilhões. No outro extremo do ranking está São Paulo, com R$ 3,444 trilhões, seguido por Rio de Janeiro, com R$ 1,172 trilhão, e Minas Gerais, com R$ 971 bilhões.
Embora os números evidenciem a concentração da riqueza nacional nas regiões Sul e Sudeste, a análise proporcional revela outra realidade para estados de menor porte populacional. Com cerca de 880 mil habitantes, o Acre mantém uma economia que tem apresentado expansão em setores ligados ao comércio, à prestação de serviços, à construção civil e à produção rural.
Potencial além dos números
Economistas observam que comparar apenas o volume total de riquezas produzidas pode ocultar características importantes das economias regionais. Enquanto estados industrializados concentram grande parte de sua produção em complexos industriais e cadeias exportadoras, o Acre possui uma economia mais distribuída entre atividades que geram emprego e renda local.
Dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre), também do IBGE, mostram que o Acre registrou salário médio mensal de R$ 3.857 entre trabalhadores formais, valor próximo à média nacional de R$ 3.932. O indicador demonstra que, apesar da menor escala econômica, a renda do trabalho no estado acompanha os padrões observados em boa parte do país.
Outro aspecto relevante é o crescimento do empreendedorismo. Assim como ocorreu nacionalmente, o Acre tem registrado aumento no número de pequenos negócios, principalmente nos segmentos de comércio, alimentação, serviços pessoais e atividades ligadas ao turismo e à economia florestal.
Localização estratégica
A posição geográfica é apontada como uma das principais vantagens competitivas do Acre. O estado está localizado na fronteira com o Peru e a Bolívia e integra o corredor rodoviário que conecta o Brasil aos portos do Oceano Pacífico.
A expectativa de empresários e lideranças do setor produtivo é que a ampliação das rotas comerciais internacionais fortaleça o intercâmbio econômico com mercados asiáticos, reduzindo custos logísticos e ampliando oportunidades de exportação.
Além disso, o Acre concentra algumas das maiores áreas preservadas da Amazônia brasileira, condição considerada estratégica para o desenvolvimento da bioeconomia, do manejo florestal sustentável e da industrialização de produtos da sociobiodiversidade.
Desafios e oportunidades
Apesar dos avanços, o estado ainda enfrenta desafios históricos relacionados à infraestrutura, logística e atração de investimentos de grande porte. O isolamento geográfico e a distância dos principais centros consumidores do país elevam custos de transporte e reduzem a competitividade de alguns setores.
Por outro lado, especialistas avaliam que justamente essas características podem impulsionar um modelo econômico diferenciado, baseado em sustentabilidade, inovação e agregação de valor aos recursos da floresta.
Os dados do IBGE mostram que o Acre responde por uma pequena parcela da economia nacional, mas também revelam espaço para crescimento em setores nos quais possui vantagens naturais e geográficas. Em vez de competir com os grandes polos industriais do país, a aposta acreana está cada vez mais voltada para atividades capazes de combinar geração de renda, preservação ambiental e integração comercial com mercados internacionais.
Nesse cenário, os R$ 26 bilhões produzidos pela economia acreana representam mais do que um número no ranking nacional: refletem uma trajetória de expansão gradual e um potencial ainda em construção para os próximos anos.












