GOSPEL
Pastor Hugo Walysson, escreve sobre o chamado além das fronteiras e a geografia da obediência
Deixando o Acre rumo ao inesperado de Deus: quando a voz do Senhor nos desafia a romper limites geográficos para cumprir o Seu propósito.

Por Pastor Hugo Walysson
Meus amados irmãos, a geografia de Deus para as nossas vidas muitas vezes desafia a nossa própria lógica humana. Quem conhece o nosso querido estado do Acre sabe bem da sua posição privilegiada e, ao mesmo tempo, de seus isolamentos. Como presidente do Ministério Profético Internacional, baseado em Rio Branco, sempre contemplei a facilidade de estendermos as mãos às nações vizinhas, apoiando trabalhos missionários em Cusco e Puerto Maldonado, no Peru, e também na Bolívia. O Acre nos coloca na fronteira do agir de Deus para a América Latina.
No entanto, a mesma distância que nos aproxima de outras nações, por vezes, cria uma barreira com o restante do nosso próprio país. Conforme o Senhor expandia o nosso ministério com convites para pregar e ministrar palestras pelo Brasil, o custo logístico de nos deslocar a partir do Acre tornava-se um fardo pesado para as igrejas que nos recebiam. Foi nesse cenário de limitações físicas que o Senhor começou a sussurrar um novo direcionamento.
Durante quatro anos, Deus usou pessoas, circunstâncias e uma profunda confirmação interior para nos preparar para uma transição. Lembro-me perfeitamente de uma viagem de volta de São Paulo para o Acre, quando uma doutora, de forma despretensiosa, mencionou a cidade de Campinas (SP). Aquela palavra fincou raízes no meu coração. Eu não conhecia Campinas, não tinha parentes lá e nem amigos. Humanamente falando, era caminhar em direção ao completo desconhecido.
Essa jornada me faz recordar imediatamente do chamado de Abraão em Gênesis 12:1, quando o Senhor lhe ordenou: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrarei”. Assim como o patriarca da fé, fomos confrontados com a necessidade de confiar não no destino final, mas Naquele que nos guiava.
Quando decidimos arrumar as malas para Campinas, não trouxemos estruturas pesadas ou garantias terrenas. Costumo dizer que trouxemos apenas quatro coisas cruciais na bagagem: a presença de Deus, as nossas roupas, a minha esposa e as minhas crianças.
A obediência ao chamado exige desprendimento. Ir para onde Deus manda não significa ter todas as respostas, mas ter a certeza de que a presença d’Ele preenche qualquer vazio e abre todas as portas. Que você também tenha a coragem de romper as suas fronteiras quando a voz do Senhor te impulsionar a avançar.
Uma abençoada noite a todos e que a graça do Senhor Jesus seja com cada um de vocês.
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