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Antônio klemer lembra o dia em que o o irmão do Ayres Rocha morreu, o Álvaro: “Saiu do Maria Farinha pra morrer no mercado”

Lai vai o Ayres!
ANTÔNIO KLEMER
Quando chegamos à Maria Farinha o Alvrim acoxou o Vinte entre os dedos e levou o copo de Gela até perto do Cantor. ” Lá se vem Wanderley Cardoso!”, eu pensei alto, atracado na Dose de Logan, que o Kiko sempre tinha e que eu desgustava em pé, apatrachado no balcão.
Alvim era só alegria e, encastoado em mim, num valia um Cibazol! A gente morria de rir e, naquela noite, depois de ” Parece que eu sabia que hoje era o dia de tudo terminar. Mas, logo notei, quando telefonei, pelo seu jeito de falar…’, eu capei o gato, porque tinha viagem marcada a Tarauacá, para cobrir, mais o cinegrafista Jozenir Melo, o Mais Premêro Festival do Abacaxi.
Ainda era escuro quando o susto da tristeza bateu: Toc, toc, toc!
Álvaro Rocha, meu velho amigo, que saiu da Maria Farinha para a Quinta Country sem mim havia batido as botas, num Enfarte, no mesmo Boteco do Mercadim do Bosque onde a gente findava as farras, tomando Skol e comendo frutas e matando de Gaitada os demais habituês do local.
Hoje, eu tomava meu Café mais a Fatinha quando abrimos a tela do celular e a foto em Preto e Branco pulou sobre o nosso Pão: – Morreu o Ayres Rocha!
Ayres entrou para o Jornalismo por influência do Álvaro, que escrevia para os jornais e para anunciar feitos da Emater, desde priscas eras, quando o Dadinho era o Assessor de Comunicação do Joaquim Macedo e eu Repórter da TV ACRE, com o Aloísio Maia, Anselmo da Silva, Jota Simplício, Mauro Modesto, Nilda Dantas e o genial Edson Martins.
Quem não iria querer ser Jornalista se visse aqueles caras em ação? O Ayres quis!
Estudou e tudo, foi professor até e, como o Álvaro, por onde andasse era pra matar a gente rir.
Sempre humilde e muito criativo, de longe foi o mais longevo Apresentador de Telejornal da História do Acre.
Quando o encontrava, eu jamais conversei a sério com ele e nunca perguntei se ele estava doente ou coisa que não fosse pura Mangofa. Eu repetia: – Ayres, não saio de casa sem ouvir a Previsão do Tempo para Santa Rosa do Purus. Só o Jornal do Acre tem essan informação! E a gente se abria…
Foi com ele que aprendi a mentir, dizendo a ninguém ao celular que estava negociando 2 mil bois, ou fingindo fechar negócios milionários com algum interlocutor misterioso.
O Enfarte do Alvrim fez a minha reportagem sobre o I Festival de Abacaxi de Tarauacá inesquecível. A noticia sobre a partida do Ayres azedou o meu Café – da – Manhã. Lágrimas são salgadas.
Eu só espero é que aqueles irmãos não matem Deus de rir antes deu chegar lá!








