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Aysson Rosas defende redução da anuidade e promete “tempo de mudança” no CREA do Acre

O engenheiro mecânico e engenheiro de segurança do trabalho Aysson Rosas Filho oficializou o discurso de renovação na disputa pela presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Acre (CREA-AC) com propostas voltadas à redução de custos para os profissionais, fortalecimento da fiscalização e maior independência institucional da entidade.
Professor aposentado da Universidade Federal do Acre (Ufac), Aysson Rosas aposta em uma campanha centrada na valorização dos profissionais da engenharia, agronomia e áreas técnicas, defendendo uma gestão mais próxima da categoria e menos onerosa para os registrados no sistema.
Entre as principais propostas apresentadas pelo candidato está a redução da anuidade do conselho para até R$ 250. Segundo Rosas, a medida seria uma forma de ampliar a inclusão de profissionais no sistema e reduzir o peso financeiro enfrentado pela categoria.
“Tempo de mudança é tornar nossa profissão mais acessível. Eu defendo a anuidade de até R$ 250,00 porque acredito que fortalecer o nosso sistema passa por incluir mais profissionais, ampliar oportunidades e valorizar quem constrói o nosso estado todos os dias”, afirmou.
Aysson Rosas também defende que o sustento financeiro do conselho esteja baseado em uma fiscalização mais eficiente e moderna, e não apenas na arrecadação das anuidades pagas pelos profissionais.
“O sistema precisa se sustentar por meio de uma fiscalização eficiente e atuante, e não à custa do sacrifício dos profissionais que já enfrentam tantos desafios para exercer sua profissão com dignidade”, declarou.
Em entrevista ao AcreNews, o candidato apresenta um plano de gestão baseado em três pilares: valorização e fiscalização, fortalecimento da estrutura do conselho e ampliação das relações institucionais.
Entre as propostas estão o aumento do número de fiscais na capital e no interior, utilização de tecnologias como drones, GPS e georreferenciamento, ampliação das unidades regionais do CREA e fortalecimento das entidades de classe e instituições de ensino.
Aysson Rosas também promete melhorar o atendimento aos profissionais e ampliar a participação da categoria nas decisões do conselho.
“O fortalecimento da nossa classe exige independência, compromisso e decisões guiadas exclusivamente pelos interesses dos profissionais”, afirmou.
Segundo ele, o CREA do Acre precisa recuperar autonomia administrativa e institucional para defender os interesses da categoria sem interferências externas.
“O CREA precisa de uma gestão com autonomia, coragem e responsabilidade para defender a categoria com firmeza, sem interferências e com foco no que realmente importa: a valorização de quem constrói o nosso estado todos os dias”, destacou.
Na trajetória profissional, Aysson Rosas acumula passagens pela presidência do CREA Acre entre 1997 e 2002, além de ter atuado como conselheiro federal do sistema Confea/CREA em dois períodos distintos. Também foi presidente da Associação dos Engenheiros do Acre.
O candidato destaca ainda a experiência administrativa acumulada ao longo da carreira, citando contas equilibradas, digitalização de serviços, definição de prazos para atendimento técnico e construção da nova sede da entidade durante sua gestão anterior.
“Acredito que o interesse coletivo deve estar sempre acima de projetos pessoais ou circunstanciais. É assim que construímos uma representação forte, ética e verdadeiramente comprometida com os profissionais”, concluiu.
A eleição para a presidência do CREA Acre deve mobilizar profissionais da engenharia, agronomia e geociências nos próximos meses, em uma disputa marcada pelo debate sobre valorização profissional, fiscalização e modernização do sistema.
“O CREA precisa voltar a representar os profissionais”, diz Aysson Rosas ao AcreNews.
Em meio ao debate sobre renovação e independência na representação dos profissionais da engenharia e áreas técnicas no Acre, Aysson Rosas defende uma mudança de postura no CREA. Em entrevista ao portal AcreNews, ele fala sobre autonomia, valorização da categoria, desafios da classe e critica interferências políticas e pessoais dentro da entidade.
AcreNews – O senhor tem defendido uma gestão mais independente dentro do CREA. O que isso significa na prática?
Aysson Rosas – Significa ter um conselho que tome decisões pensando exclusivamente nos interesses dos profissionais. O CREA precisa atuar com autonomia, sem interferências externas, políticas ou pessoais. A categoria precisa voltar a confiar que suas demandas serão defendidas com firmeza e responsabilidade.
AcreNews – O senhor acredita que hoje existe um distanciamento entre o CREA e os profissionais?
Aysson Rosas – Existe, e isso precisa ser enfrentado com sinceridade. Muitos profissionais não se sentem representados, nem ouvidos. O conselho precisa estar mais próximo da realidade da engenharia, da agronomia e das áreas técnicas. É necessário diálogo permanente e presença efetiva junto à categoria.
AcreNews – Em suas redes sociais, o senhor fala em coragem para defender a categoria. O que falta atualmente?
Aysson Rosas – Falta independência para tomar decisões difíceis quando necessário. Defender a categoria exige coragem para enfrentar pressões e colocar o interesse coletivo acima de qualquer projeto pessoal. Um conselho forte não pode ser guiado por conveniências.
AcreNews – Quais seriam as prioridades de uma gestão comprometida com mudança?
Aysson Rosas – Valorização profissional, fiscalização eficiente, modernização administrativa e mais transparência. Também precisamos ampliar o diálogo com os profissionais do interior e fortalecer a participação da classe nas decisões do conselho.
AcreNews – O senhor entende que existe um sentimento de mudança entre os profissionais?
Aysson Rosas – Sim. Tenho conversado com muitos profissionais e percebo um desejo muito claro de renovação. A classe quer ser respeitada, quer ter voz e quer um CREA que realmente lute pelas pautas da categoria. Esse sentimento cresce a cada dia.
AcreNews – Qual a principal mensagem que o senhor quer deixar para os profissionais do Acre?
Aysson Rosas – Que é possível construir uma representação forte, ética e comprometida de verdade com os profissionais. O interesse coletivo precisa estar acima de qualquer interesse individual. É tempo de mudança, mas de uma mudança com responsabilidade e compromisso com a nossa classe.















